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A ausência de mim mesmo

ausencia

 
 

Manto da ilusão

1454752_757088957638485_354116471_nO que não muda, desconheço.                  

Não defino essência do que não vibra,

do que não tem começo, nem nevralgia,

 

Não reconheço aquilo que não se vê na luz.

Não tem externo, nem limite.

Aquilo que num descuido, no múltiplo se perde

e torna-se medida,

mente, matéria, miséria,

retina, semente, raiz

e cria num olho vil

-um mundo ilusório e doentio.

 

Não tem vida ou morte, nem tudo ou nada,

só um indo e vindo indefinível.

Um infinito aqui e agora acontecendo,

sem consciência de si.

 

Pelo desejo do pecado,

um manto se ergue nas formas.

e de repente se torna,

mãos, pés, orelha, câncer,

pinto, buceta, rins, carranca…

olho por olho de cada experimento,

que bate no coração,

distrai minha realidade

e se encanta com a ilusão.

 

 
 

Crimes que carrego

Meu olho na janela                                            xx_71_by_scarabuss

não expressa sentimentos,

ao longe vejo luzes,

que não revelam de onde eu vim.

 

Eu não sei o que procuro,

nem mesmo se perdi,

me desfiz dos meus caminhos

pra não saber voltar depois.

 

Já não sei mais do que eu peno,

nem os crimes que carrego,

eu só tenho este punhal,

que me rasga enquanto eu vivo.

 

A chuva me conforta,

entre as veias da cidade

eu só tenho este destino,

que não permite que dele eu fuja

 

 

 
 

Dias mórbidos

No meio do nadatumblr_mncmw8KNvv1qzxzvao1_1280         

algo me acorda,

não sei o que me alenta,

nem o que me devora.

 

Tenho medo da noite,

da morte lenta,

da foice cega

que me alimenta.

 

Nada sei de mim,

vou me descobrindo

naquilo que aconteço,

tenho medo

de querer fugir

daquilo que narro,

me abandonar

junto aos espasmos

que me desassossega.

 

Não aprendi a esperar,

quero que me fira logo

os dias mórbidos

e de escuridão

eu que me ateio fogo

e me vejo queimar

quando não tenho mais

pelo que lutar

e clamo seu perdão

por não saber mudar.

 

 
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Publicado por em 06/04/2014 in POESIA, versos tristes

 

Tudo de bom em mim

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Com você o mundo pode até ferir

e tirar tudo de mim

que mesmo assim terei

um motivo pra seguir

 

Com você eu sei onde encontrar

um sonho pra lutar

e de novo construir

um lugar pra te abrigar

 

Se você partir a vida vai ruir

devastar tudo de bom em mim

não saberei mais do que sorrir

nem pra onde devo ir

 

Sem você o mundo pode me cobrir

até de ouro e de rubis

que nem assim terei porque

achar vontade de existir.

 
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Publicado por em 04/04/2014 in POESIA, sobre o amor

 

A minha jura

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Hoje os inimigos são outros
e os que querem minha cabeça
estão atrás das paredes.
Sei que os mereço, embora,
não mais os conheça,
nem neles reconheço
os motivos deles
me manterem vivo.

Hoje, os amigos são raros.
A vontade do mundo voraz
já não me atrai.
Ainda me habito
neste afã que subjugo,
mas não mais me pertenço,
apenas existo na lucidez
neste domingo de manhã.

Hoje o meu mar é até o portão,
os ventos me visitam impacientes.
Não sabem nada de mim,
(da minha jura),
da lágrima que cai
como penitencia,
mas não cura
nem perdoa
os danos causados em mim
que acusei ao mundo.

 
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Publicado por em 15/02/2014 in estar no mundo, POESIA

 

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Cartilhas

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Na busca de mim,
encontrei farrapos esparramados,
esparadrapos úmidos,
curativos na alma em vão.

Enchente de lágrimas por vir,
um poema de desespero,
cartas de amor rasuradas,
pedaços de sonífero
em decomposição.

Faltam caminhos,
mapas de atalhos,
desvios alternativos,
cartilhas pra viver sem ti.

Faltam tréguas,
descanso em meu ser,
trincheiras pra me defender
da tua sentença.

Nenhuma aspirina,
nem mesmo um lenço,
somente um juramento,
nesta faca rasgando o meu peito,
num desespero sem piedade,
tentando te arrancar de mim.

 
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Publicado por em 02/02/2014 in POESIA, versos tristes

 

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Ângela

Ângela tinha vinte e oito anos, uma pequena loja de roupas e uma frustração amorosa que carregava tumblr_m3bdfhlmjQ1rsljbco1_500consigo desde os seus dezesseis anos. Era de escorpião, uma fervorosa praticante religiosa com olhar sombrio e triste. Tinha no peito uma mancha que moldou seu comportamento por causa de um relacionamento, era amarga e tímida.
Aos treze anos tinha muitos pôsteres de artistas e cantores pregado na parede do seu quarto. Era sonhadora e tinha um desejo secreto de entregar sua virgindade a quem merecesse verdadeiramente.
No colégio conheceu seu primeiro amor, um menino doce e meigo, como toda menina apaixonada nesta idade, todas as outras pessoas ficaram em segundo plano, seu mundo girava em torno desse menino. Namoraram por três anos até que naquele dia fatídico, se encontravam no quarto para sua primeira vez. Enfim, o fim da virgindade, a magia do ápice dos corpos que se enroscaram, se deslizaram em mãos bobas por tanto tempo e que esperaram por esse dia como a premiação de tanto carinho trocado e olhares apaixonados.
Naquele dia, porém, ela conhecera toda a indelicadeza, brutalidade e violência daquele menino. Fora estuprada, subjugada e insensivelmente usada em um vídeo feito às escondidas pelo seu namorado e alguns de seus amigos. A violência fora tal que foi parar em pronto socorro de um hospital, com sintomas febris e ardência dolorosa por todo seu corpo.
Ângela passou quase toda sua juventude em uma espécie de clausura, longe de homens, longe da paixão e levando consigo a marca desumana de ter tido no seu corpo a experiência da estupidez de um ser humano covarde e traidor.
Aos sábados a loja era aberta por volta das nove horas, pois a abertura da loja cabia a ela mesma, e neste dia, sempre dava sua corridinha pelo parque, fazendo com que a loja fosse aberta uma hora mais tarde do que os dias da semana. Ao chegar naquele manhã, com o sol extremamente rígido e suave no mês de maio, onde a temperatura é mais amena, encontrou em sua porta rosas com um cartão, dizendo versos de amor do poeta Marcos Tavares, que ela tanto lia e tinha paixão pelas suas poesias. Citava exatamente um de seus poemas que ela mais gostava:

tumblr_ml4uu2HTZv1qateqgo1_500Você foi grudando em mim,
foi juntando os pedaços,
foi tirando o que havia ruim,
me guiando em teus braços.

Você foi revirando em mim,
preenchendo os espaços,
com cuidado pra não me ferir,
colorindo os meus passos.

Você foi ficando em mim,
se moldando à minha pele,
removendo antigas feridas
abrindo portas e frestas.

Você foi me dando raiz,
foi curando meus cortes,
me deixando feliz e mais forte
bailando em mim como festa.

Ao ler e se emocionar, sentiu aquele frio na espinha que não autorizava ter este sentimento dentro de si. Rasgou o cartão e jogou fora as flores. Trabalhou durante o dia sem que nada tivesse acontecido, apenas ao final da noite que ao abrir um vinho branco, combinado com os morangos que sempre comprava aos sábados, teve uma pequena recaída e pensou: Por que não? mas achou que esse pensamento era uma influência do mal e lutou para esquecer aquelas flores e aquele poema.
No outro sábado ao chegar ao trabalho havia novas flores e novo cartão, desta vez eram flores brancas e o cartão dizia: Conheço sua história, sinto muito por você, quer conhecer a minha? Temos muito em comum, por favor não me ignore e assinava com um coração rasgado ao meio e um telefone com o nome Enzo. Dessa vez ficou um pouco paralisada, guardou as flores e o cartão, mas tentou não se interessar mais por aquilo, pois não era a primeira vez que alguém tentava conquista-la e que o trauma do passado não fosse ainda mais forte do que qualquer ideia de envolver-se novamente com alguém.
Ao chegar a noite tomou duas garrafas de vinho, passou pela sua cabeça, ligar para o cara do cartão e das flores, mas não conseguiu.
Durante a semana, teve um feriado e ela resolveu correr no parque pela manhã. Sentia seu coração mais leve e sua rigidez um pouco mais maleável diante do mundo, aquelas flores estavam fazendo mudar um pouco sua relação consigo mesma. Por que não? pensou novamente.
Esperou ansiosamente pelo sábado que enfim chegara, e sim, as flores novamente estavam lá junto com o cartão que dizia: Venho sempre a sua loja com a esperança de que algum dia, você possa me olhar como alguém capaz de te fazer feliz. Quero muito você. shutterstock_46427350
Seu coração desta vez bateu mais forte e ao ler o bilhete ficou curiosa sobre quem poderia ser. Durante todo o expediente ficava atenta aos clientes e tentava reconhecer alguém que pudesse ser o autor do cartão e das flores. Passou a semana mais atenta ainda, quando lhe passou pela cabeça fazer plantão no próximo sábado chegando bem mais cedo e escondida saber quem era esse cara.
No sábado bem cedo ela encostou o carro em uma rua mais longe e ficou um pouco distante escondida próximo a uma banca de jornal para ver se conseguia saber quem era que estava mexendo com sua vida tão organizada e triste.
Por volta das sete horas encostou um carro em frente à loja, de onde saiu um homem de altura média, na casa do seus cinquenta anos e deixou o ramalhete com o cartão.
Meu deus! Quem é esse cara? Pensou ela enquanto se escondia um pouco mais para não ser vista.
Durante o expediente daquele sábado chamou seus atendentes e questionou a elas sobre quem poderia aquele homem. Uma da meninas ao saber do carro e do tipo atlético logo identificou o cliente. Sei quem é ele. Vem as vezes comprar calcinhas, sempre as mais ousadas e paga em dinheiro sempre, disse uma das atendentes. As vezes diz timidamente que precisa apimentar seu relacionamento, justificando a compra. Completou.
Naquele sábado ligou para ele e foi logo sendo grossa dizendo ser ele um tarado e que nunca mais lhe enviasse flores e se afastasse da sua loja. Ele ouviu calmamente e pediu apenas que conversasse com ela uma só vez para que pudesse tirar a imagem mal construída dele. Não temos nada a perder, vamos tomar apenas um café e eu explico tudo que sinto, respondeu ele. Ela concordou meio receosa e marcaram um café no final da tarde da quinta.
Ângela chegou primeiro ao encontro, estava com pedras nas mãos e parecia enfurecida. Sentada em uma mesa no fundo próximo ao jardim de inverno, havia apenas ela naquele espaço do bar. Estava esperando que pudesse lhe dizer algumas verdades e fosse embora rapidamente dando um fim naquela história.
Olhando para o salão do bar, viu um homem chegando de bermuda e bronzeado, com um sorriso estampado no rosto e uma rosa na mão. Falou com o garçom que apontou em sua direção, e prontamente dirigiu-se a ela.
-Ângela, por favor me desculpe a demora, mas temos que sair daqui agora!
-Que!!! Não vou sair daqui, não, quero que você pare de me mandar flores, ok?
Ele tomou o seu braço fortemente e com segurança como se fosse alguém que a protegesse e levou-a a seu carro. Este lugar não é nosso, vamos embora daqui, vou te levar a um lugar especial.
Por mais estranho e inusitado que parecesse, Ângela se sentiu segura com aquele homem e confiando-lhe a direção tentava entender o que estava acontecendo.
Por que está fazendo isso comigo, disse ela
Tomou a sua boca e beijou-a como quem devesse lhe mostrar que as perguntas eram desnecessárias.
Me conta o que está acontecendo, disse ela.
-Quero que você saiba quem eu sou, depois que eu te mostrar tudo que tenho dentro do meu coração por você, disse ele.
A questão é que não estou interessada no seu coração nem em nada de você, respondeu ela.
Por favor, tenha calma, tocou-lhe o queixo e virando em direção aos seus olhos disse com uma voz profunda: eu te amo demais para lhe fazer algum mal, confie em mim. Já estamos chegando….
Ao encostar o carro na garagem da sua casa, abriu a porta do carro e pediu para que saísse educadamente, Ângela saiu e caminhou até a porta de entrada da casa dele e ao adentrar, viu velas por toda a casa, e ao fundo uma mesa de jantar e vinhos caríssimos que já estavam na cuba de gelo.
Enzo abriu uma garrafa raríssima e ofereceu um copo a ela, que ao provar viu seu paladar se apaixonar por aquele vinho. Muito bom, que vinho é esse, perguntou.
Começou a explicar a ela a origem, as uvas que combinaram para a formação do sabor do vinho, a região, temperatura, maciez, incorporação da garrafa e muitos outros detalhes que faziam lhe parecer um exímio sommelier.
imagesTudo bem, estou mais relaxada, disse ela. Mas me conte: que loucura é essa de me mandar flores todo sábado?
Posso lhe contar tudo de mim, enquanto jantamos, está com fome? Perguntou.
-Não muita, respondeu, mas te acompanho.
Ao sentar na mesa, ouviu o som de violino vindo ao fundo da casa e vagarosamente surgirem dois violinistas tocarem sua música preferida.
-Como sabe! Que eu amo tanto essa música, disse ela.
-Conheço você, porque conheço o que vai dentro do meu coração, faço tudo por você, quero te ver feliz…. Durante alguns minutos recitou poesias, citou filmes românticos, cantou junto com o som do violino, convidou-a pra dançar e insistia para que provasse alguns de seus pratos.
-Prove este canapé de presunto pata negra. Ofereceu-lhe.
Ao provar a iguaria, sentiu como estivesse sendo tratado como uma rainha e foi se sentindo cada vez mais à vontade e feliz por estar ali.
Durante o jantar conversaram sobre muitas coisas e perceberam que tinham muito em comum nas suas preferencias, lugares pra viajar, praias preferidas, cantores que mais ouviam, filmes e atores que gostavam de ver, etc….
Após o jantar, Enzo dispensou os músicos, pagou e agradeceu-lhes com gentileza. Convidou Ângela para conhecer alguns de seus quadros e sua coleção de mini carros, andavam pela casa com a garrafa de vinho e suas taças. Pareciam íntimos e velhos conhecidos, Enzo deixou com que Ângela se sentisse totalmente à vontade. Sentaram-se no sofá próximos um ao outro e havia pequenos gestos de carinho.

Enzo estava determinado a conquistar aquela mulher de qualquer jeito. Tomou-lhe em seus braços e começaram a dançar, abraçou o corpo dela como se fosse dono, acarinhando suas costas e encostando seus lábios sobre os ombros descobertos e macios que ela deixava à mostra. Alguns minutos depois ele a pegou no colo e a carregou até seu quarto. Ângela ficou trêmula e desorientada, imaginava toda a sua história de vida e todo trauma que havia sobrevivido. Enzo encorajou-a dizendo palavras de carinho, dizendo ser o momento de tirar a falsa imagem de alguém estupido que não sabia do valor que ela tinha. Deitou-a sobre a cama e subiu em seu corpo tirando seu folego num beijo totalmente apaixonado.
Ângela deu um pequeno gemido de permissão e Enzo começou a sobrepor sua mão sobre os seus peitos enrijecidos e alisar a alça do seu sutiã, como se brincasse com suas roupas. Via sob o vestido pequenas amostras da sua calcinha, podendo ver seus pelos enrijecerem-se, sobre a perna torneada e forte de uma corredora. Estavam se tocando um ao outro sobre a cama com abraços e beijos por todo o corpo. Enzo desceu sua boca sobre o colo de Ângela e começou a procurar o bico de seus seios que estavam totalmente duros e estufados para fora do seio, contornado pelo sutiã que Enzo foi arrancando cautelosamente. Ele tocou-lhe os bicos dos seus seios com a ponta da língua e começou a lambê-los, ouvindo os gemidos dela aumentarem, passava a língua com habilidade e as vezes abocanhava grande parte deles e chupava-os, ora com fúria ora com carinho.
Ângela se contorcia por dentro, por anos este momento fora adiado, parecia um vulcão em estado de erupção, tinha ainda na mente o trauma da adolescência que aos poucos foi se dissipando, procurou naqueles abraços tão carinhosos o fim desta lembrança. Por um momento pensou em procurar pelo pau do parceiro mas se acanhara, não sabia como tocá-lo direito, sua falta de habilidade era clara e sua timidez foi fazendo com que seu parceiro conduzisse todos os momentos de prazer que estava sentindo naquela cama.
Enzo arrancou seu vestido num gesto abrupto e indefeso, alisava suas coxas e por vezes tocava sua virilha, lambia seus seios e ajuntava suas nádegas com mãos fortes e poderosas, dando a ela a sensação de estar rendida e que, por fim, se rendera. Ele olhou seus olhos e falou em voz bem macia: vou chupar a sua boceta e foi em sua direção. Tirou com maestria a calcinha e acariciava toda a área que a circundava, primeiro passou a língua sobre os poucos pelos que ali haviam, desceu sua cabeça até o ponto em que fosse confortável mostrar a ela toda a delicadeza em ser chupada. Sua língua, agora, se arriscava em achar seu grelinho, que nunca havia sido tocado ainda, lambeu toda sua boceta e com a língua endurecida começou a tocar o grelinho, as vezes lambia-os outras vezes dava pequenas mordidinhas ao redor. Enzo via aquela boceta cada vez mais molhada e pronta para que pudesse enfiar seu pau duro e de tamanho respeitável. Abriu suas pernas ainda mais e acomodou seu pau entre as paredes das pernas onde passava por toda boceta a rigidez de um pau pronto para invadi-la.
Ângela sentiu um pouco de dor mas foi sentindo o prazer de ver sendo introduzindo no seu corpo a parte musculosa e dura de um homem que sabia como ninguém dar prazer a uma mulher. Enzo socou centenas de vezes sua rola naquela boceta, tocando seus seios com a boca e lambendo seu pescoço até lambuzar todo o corpo daquela mulher com sua saliva.
Gozaram juntos e apaixonados mas ficaram ainda enroscados e descansando seus corpos um ao outro até que muito tempo depois, se olharam e se beijaram num gesto de gratidão um com o outro.
Ambos tinham seus problemas com o passado e estavam acertando as contas com o destino. Enzo serviu-lhe mais uma taça de vinho e ela faminta naquele momento, foi até a mesa posta e se deliciou com todas aquelas iguarias divinas que ele lhe preparara. Estava tão encantada com a vida e com aquele momento que não se dera conta de nada a não ser de estar ali com aquele homem de quase meia idade e que foi a razão de seus sonhos de criança em algum dia se entregar para alguém. Aquela mulher não tinha nada em mente, apenas sentia o prazer lhe subir por todo o seu corpo novamente todos as sensações que tinha tido a momentos atrás. Foi até o banheiro e viu Enzo tomando banho, entrou junto com ele e começou a acariciar o seu pau, ajoelhou na sua frente e começou a suga-lo com timidez e falta de habilidade, Enzo a ajudou e ela obedecia suas ordens até que seu corpo todo molhado, fora novamente invadido e comido sob as águas do chuveiro, lingerie-day-11
Após a ducha, descansaram, jogados na cama, exaustos de uma noite de amor.
Uma semana se passou até que ela resolveu ligar para ele. O telefone dele não completava as suas ligações, parecia ter sido bloqueado o número dela. Foi até a casa dele no meio da tarde, porque queria novamente se encontrar com aquele homem que havia tirado seu trauma adolescente, ela sentia uma gratidão misturado com uma vontade imensa de dar pra ele de novo. Ao chegar lá, tocou a campainha e saiu uma moça que veio lhe atender, quem seria essa mulher! Sua filha, pensou.
-Boa tarde, posso te ajudar.
-Sim, eu vim aqui para falar com o Enzo. Pode chama-lo e dizer que a Ângela está aqui.
-Desculpe, senhora, aqui não tem nenhum Enzo, Não temos nenhum funcionário com esse nome.
-Funcionário! Como assim? Aqui não é a casa dele.
-Não, moça, aqui é uma produtora de vídeos eróticos.
Ângela avançou pelo portão, e foi entrando enfurecida. Meu Deus, como fui burra!!! Vou matar esse filho da puta agora.
-Quem é o dono dessa porra, aqui? Cadê um tal de Enzo que me trouxe até aqui e se passou como dono e me comeu a noite toda? Foi gravado alguma coisa? Quero saber logo, vou chamar a polícia agora. Esbravejava aos quatro cantos da casa.
-Moça!, tenha calma. Senta nessa cadeira e explica tudo para gente. Disse um homem bem vestido que parecia ser o dono da empresa.
Após explicar tudo a ele, ela queria saber se tinha sido gravado alguma coisa naquela noite, pois este fato já se repetira anteriormente e olhando pelas paredes viu várias câmeras dependuradas.
-Talvez a casa não seja essa, existem muitas iguais a essa nesta rua, respondeu-lhe.
Ela saiu alucinada e andou pela rua procurando uma casa que fosse parecida com aquela.
Ângela, bateu em várias casas até que Enzo apareceu de dentro de uma delas.
Enzo foi até o portão, abraçou-a e explicou o sumiço, ele disse a ela que estava esperando novamente o sábado chegar para enviar novas flores a ela e ver se realmente ela queria ficar com ele, pois estava esperando que ela determinasse se eles ficariam juntos, sendo ele um homem a beira dos seus cinquenta anos e talvez indigno dela, apesar de conhecer toda a sua história e ser apaixonado por ela, ele não queria forçar o relacionamento entre eles. Queria apenas que ela tirasse da sua memória o trauma de adolescente.
-Cala a boca e me come de novo, caralho!!!!

 
 

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Nossas juras

Deixo tudo para trás,
nada levo do que juntei,
não direi o que me fere,
espalharei ao vento
o que sonhei.

Não sofrerei de amor de novo,
acendo fogo nas miragens,
me desfaço dos meus versos,
deixarei te esquecerem
nas palavras que juntei.

Arranco tudo do meu peito,
deixo o corte à latejar,
não aguardo piedade,
vai estancar quando puder.

Vou chorar pelo que fomos nós dois
expurgando o abandono,
dilacerando nossas juras,
sem nada pra lembrar depois.

 
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Publicado por em 15/01/2014 in POESIA, versos tristes

 

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O Corpo

Todos os dias eu temo despertar 550523_371364946244550_2097831204_n
o câncer que me habita,
dorme dentro de mim.

Ele vai me matar.
Levar os meus sentidos.
Apresentar-me ao silencio.

Ele me ameaça com sutilezas, educação.
Tomará pra si o corpo que uso e sujo
com minhas imundices

Este instrumento que animo
que tanto me serve
deitará sobre a terra, frio.
Servirá aos vermes,
será alimento de outros seres
inconscientes de si.
Assim como ficarei,
quando o câncer ceifá-lo de mim.

 
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Publicado por em 06/01/2014 in estar no mundo, POESIA

 

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