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Passarela de tolos

Já não tenho mais saco para pessoas amarguradas150143_416729135011816_1477555361_n
aquelas que não sabem se perdoar
que culpam o mundo por não ter sido melhor para elas
que condicionam sua felicidade,
atrelada aos seus sonhos estúpidos

Já não consigo sentar na mesma mesa de bar
dos idiotas anestesiados pela imagem de si
pessoas estéticas que não se aceitam como são
que buscam prêmios idiotas
por suas proezas desvalidas,

O que eu quero é rir das minhas cagadas
gargalhar, até doer o estomago, das besteiras que fiz
e me aceitar como sou, interagir com minha fragilidade
com todos os meus defeitos e derrotas
e por fim deixar sair toda a magoa
que ganhei inutilmente por me imaginar um dia
ser um fantoche de uma passarela de tolos.

 
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Publicado por em 24/07/2014 in estar no mundo, POESIA

 
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Coração partido

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Os cafajestes

BLOG 054

Quero os cafajestes, barba por fazer, cara de safados que não fazem questão de dizer sequer o nome. Odeio os românticos, que gastam a lábia tentando provar que não querem foder logo na primeira noite.
Dia desses, escolhendo a porra de um sanduíche na hora do almoço, esbarrei meu professor de química, um gato, caralho! Como é mesmo o nome dele?!!, sei lá, que se foda,-esqueci. Comecei a sorrir e logo dei um beijinho no rosto, Paulinha, 3ºC, você se lembra de mim? Fui logo me oferecendo, caralho, parecia galinha mesmo! Papo vem papo vai, sentamos e almoçamos juntos. Trocamos números de telefones e logo fomos embora.

Aos domingos eu fico empoleirada no sofá, adoro! Domingo é dia de descanso, não me chamem pra porra nenhuma, fico o dia todo de pijama, descabelada, com meu i-phone grudado na orelha, uma panela de brigadeiro no fogão, que visito regularmente durante o dia.
Não é que o filho da puta me ligou no domingo! Putz, esse vale a pena, pensei. Mas, barzinho na vila com uns amigos dele, tô fora! Dispensei contrariada, porra, meu! O homem tem que ser mais criativo, aposto que ficam discutindo as combinações químicas das bebidas que tomam enquanto beliscam bolinhos de carne seca, porra, meu cu! Não rola.
Resolvi mostrar como é que se faz, fui na porta do colégio, e esperei ele sair, era segunda feira e estava uma puta chuva, deixei meu carro num estacionamento próximo e fiquei em frente ao portão, com uma carinha de quem precisava resolver uma equação. Fiquei sob a marquise da entrada da escola e cara de pidona.
Uma hora depois, estávamos rodando sem destino pela cidade. Meu!, esse cara é um tesão!!, deu vontade de pegar no pau dele dentro do carro mesmo, mas ele estava muito atrapalhado, não estava entendendo nada. Eu percebi pelas musicas que ele escutava no carro. Cara decidido que sabe o que quer não fica mostrando o novo som de uma banda mineira, porra meu cu! vá se fuder! Pluguei meu pen drive e começamos a navegar pelo meu universo, percebi que ele estava curtindo, o transito não ajudava naquela hora da noite, meu celular não parava de tocar, esses viados não me deixam em paz mesmo! Acho que eu dou pra qualquer um? Escolho minha caça, só dou se rolar tesão.
Estou a fim de meter com você, falei descaradamente. Poucos minutos depois, eu já estava engolindo o seu pau, enquanto ele me levava pra casa dele, tentando dirigir com as mãos enfiada na minha calcinha.
Sou puta sim! Mas cá pra nós, sobre os lençóis: O cara é fraco, nada a ver! Sou muito mais, o meu marido.

 

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Mania de amar demais

Essa mania de amar demais!                              1208929_537492662986663_27477682_n
de me atirar,
não ver o fundo de nada
ter no mundo o zelo
por coisas que doem…

Essa mania de vigiar as nuvens
de viajar pelo infinito
sem saber pra onde ir
quando as estrelas me contam
de tão longe que elas brilham.

Essa vontade de viver sem cais,
Sem rumos e malas,
Sem assento ao mar
e a imensidão que me rodopia
me fazendo ser seu par.

 

 
 

Quando amanhece

Tento fazer do meu chão                                       images (42)
minha oração,
meu medo não é tão óbvio
as vezes parece até coragem
…uma roupagem
que se disfarça.
Este mundo não é meu,
ele me perdeu,
tento reencontrá-lo
quando nos meus sonhos
me encanto por habitá-los.
Dentro dos meus olhos
tem uma vida que se fere
braços que viram concreto
e mãos que limpam o lodo
quando amanhece.

 
 

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Tudo lá dentro

Tudo que eu seitumblr_m83kisoMUc1rbo2fco1_400
é que você faz uma coisa
diferente no meu coração,
…um estopim que me acende,
incendeia tudo lá dentro.

Quando você aparece
explode uma coisa lá no fundo
que não para de pulsar,
faz um reboliço
que bagunça tudo,
e faz do meu mundo
um lugar pra brincar.

Só eu sei como é bom acordar
e saber que existe alguém
que bate no meu peito
e vai dando claridade,
que nada me faz tão bem
do que me olhar lá dentro
ver você me iluminar
a me dar felicidade.

 

 
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Publicado por em 09/06/2014 in POESIA, sobre o amor

 

Arlequim

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 Quando eu fui criança,
todas as coisas eram poesias
todas as palavras eram ingênuas, indefesas
não sabia o que era falta,
não precisava ser preenchida,
de coisas que se perdiam com o tempo.

Depois o mundo foi corrigindo minhas falas
tornou-me silenciosa, defensiva
insuportavelmente triste
tão apática diante das cores
que nem mesmo o arco-íris
que um dia me habitou
foi capaz de sobreviver,

Ao ser criança,
todos os caminhos eram destino
toda dúvida era inofensiva,
todo amanhecer era novo, tinha vida
tanto que minha íris se engrandecia
diante de qualquer motivo
depois o mundo cerrou meus olhos
e aquilo que era tão grande
tão imenso e descabido
ficou pequeno neste horizonte
desabitado de arlequim,
sem nada mais pra rimar em mim.

Marcos tavares

 
 

O aqui agora

O tempo e o espaço são construídos pelo ego (eu) para que o manifesto possa ser percebido. Mas o tempo e o espaço são apenas uma ideia ilusória que é sequestrada do aqui agora pela mente.
Para se perceber o espaço é necessário criar a distância. Um sujeito e um objeto. Algo que vê e algo visto. Isso é o princípio da dualidade, a separação aparente que estamos todos envolvidos.
Em verdade o espaço só existe no aqui, mesmo que você parta em direção a outra cidade, todos os lugares que passar estarão sempre no aqui, nunca estarão lá. Isso mostra que a distância é relativa, só existe na percepção de dois elementos, o que é apenas um se torna dois. Mas o que o Deus uniu o homem não separa. (Separa apenas na ilusão)
Para se perceber o tempo é necessário criar uma linha entre o passado e futuro, dando a ilusão de que o manifesto existe como uma sequência de acontecimentos que se sucedem um ao outro. Mas o tempo apreendido pela mente é apenas uma medida ilusória, pois nunca se experimenta o passado ou o futuro, apenas o presente existe na mente, mas até este presente é questionável, visto que a mente só consegue interpretar o que acabou de passar por ela, e isto tira de imediato seu estado de presença no agora.
Em verdade só existe o agora, eterno e sempre presente, mas não assimilado pela mente, pois é imensurável. A mente só conhece o que ela pode medir, por isso ela cria a ilusão de uma linha sequencial chamado tempo onde os acontecimentos obedecem uma lei que viaja do passado para o futuro.
Visto então que o tempo e o espaço são apenas medidas ilusórias, isso comprova que aquele que os percebe também é ilusório (eu), pois o manifesto precisa estar na mesma natureza e essência para ser apreendido. Quando sonhamos não temos a ideia exata de estarmos deitados na cama e assistir dali o sonho, estamos inseridos dentro do mesmo processo, somos também sonhados. Quando acordamos percebemos que existiu apenas a ilusão de estarmos presentes em um outro estado dimensional.
Mas então, pensamos, se é assim como temos a exata percepção de existirmos? Estamos dentro de um sonho também? Examinaremos com mais calma esta questão, no momento é importante saber que nós não somos quem pensamos ser. Somos iludidos a pensar através do processo humano que somos identidades separadas, quando na verdade somos todos consciência de existir. A mesma e eterna essência conhecedora.1459110_753128268034554_892329463_n
O processo da ilusão se dá pelo fato de querermos presenciar nossa própria criação, tudo que nós vivemos é uma invenção do nosso próprio SER que se multiplica em infinitas células conhecedoras, somos todos um único e mesmo espirito que se estende ao infinito para se contemplar a si mesmo. Porem este processo não extrai nossa essência que é sempre o aqui agora,
nunca nada existe fora do aqui agora, nunca deixamos de presenciar o que quer que seja neste aqui agora. Assim como a língua é capaz de sentir todos os sabores que lhe tocar.
A ilusão de sermos entidades separadas que se perde no manifesto, faz com que busquemos nossa verdadeira realidade, por isso que o processo de sofrimento nos é imposto como uma seta indicadora de volta para casa. O mundo como nos é apresentado, visto pela ótica da mente que aprisiona o Ser em entidade separada em um tempo e espaço, nos faz criar um paraíso que possa nos aliviar após passarmos pelo sofrimento, eis ai a criação das religiões humanas. Inventamos em nossa criação a perpetuação desse “eu” que aparentamos ser, onde ele possa um dia e num outro lugar (criação do tempo e espaço) se acaso ele se comportar de maneira altruísta ou pagar seus erros do passado, desta e de outras vidas, poderá enfim gozar da sua existência.

Ao tentarmos compreender o que somos de verdade, partimos desesperados em busca de ensinamentos que nos ajudem a entender o que se passa, mas ao usarmos a mente estamos destinados ao fracasso, pois a mente é incapaz de nos mostrar o que é anterior a ela e o que não pode ser medido pelas suas ferramentas de compreensão. Então precisamos usar a própria mente para desconstruí-la. Assim como usamos um espinho para arrancar um outro espinho (Ramana Mararshi)
Devemos partir do princípio básico de questionar quem é esse que quer voltar pra casa, mas não colocar ai uma individualidade, pois qualquer sujeito que elegermos como nós mesmos é mais uma ilusão, pois não somos algo que possamos ver, identificar ou aprisionar novamente, somos antes de qualquer coisa aquilo que experimenta a existência como existência e não como algo que a experimenta separadamente dela mesma. Pois ao ser assim voltamos a criação do espaço (eu e mundo)
Em outro erro sutil, não devemos tentar nos conhecer em um processo de busca de si mesmo, pois ao partirmos deste ponto estaremos novamente envolvidos no processo ilusório do tempo. Pois ao entrar no tempo em busca de mim mesmo me afasto imediatamente da minha essência original. Visto que o agora não está no tempo. O tempo é que está no agora. Então não preciso sair deste momento para buscar a mim, devo ser consciente de estar eternamente presente aqui e agora, não como alguém que possa se conscientizar disso, mas como a própria presença atemporal não identificada com nenhum objeto perceptivo. (Qualquer identidade aí adicionada será ilusória) nossa verdadeira realidade não é identificável, se assim fosse exigiria que houvesse quem a identificasse. E assim infinitamente estaríamos envolvidos na busca deste imaginário eu.

Marcos tavares

 

Possibilidade infinita

Tudo que existe é silencio                          shutterstock_1074390
mesmo o ruído do mundo
existe no silencio.

Tudo que se vê é vazio
mesmo as formas e objetos
existem no vazio.

Ser silencioso e vazio de formas
não é assustador
é a possibilidade infinita
de todas as coisas existirem.

O que quer que aconteça
eu estarei lá
nunca experimento a ausência
de mim mesmo.

 
 

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Nos teus braços

€Nos teus braços

Nos teus braços me esqueço,
perco meu endereço,
a fome, o rumo, a sede,
o motivo sabe lá de que!

Nada parece me ferir
nem saber por quê
pude já sorrir
sem estar com você

Nos teus braços me aqueço
penso sei lá o que!
nada me vem a cabeça
que não seja
abraçar você.

Nos teus braços sou festa,
dá vontade de viver,
tenho confiança pra entregar,
tudo que ainda me resta

Nos teus braços viro criança
esqueço os motivos que chorei,
fico sem saber por quê
foi preciso viver,
até encontrar você

 
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Publicado por em 02/05/2014 in POESIA, sobre o amor

 

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