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Arquivo da Categoria: POESIA

Passarela de tolos

Já não tenho mais saco para pessoas amarguradas150143_416729135011816_1477555361_n
aquelas que não sabem se perdoar
que culpam o mundo por não ter sido melhor para elas
que condicionam sua felicidade,
atrelada aos seus sonhos estúpidos

Já não consigo sentar na mesma mesa de bar
dos idiotas anestesiados pela imagem de si
pessoas estéticas que não se aceitam como são
que buscam prêmios idiotas
por suas proezas desvalidas,

O que eu quero é rir das minhas cagadas
gargalhar, até doer o estomago, das besteiras que fiz
e me aceitar como sou, interagir com minha fragilidade
com todos os meus defeitos e derrotas
e por fim deixar sair toda a magoa
que ganhei inutilmente por me imaginar um dia
ser um fantoche de uma passarela de tolos.

 
 
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Coração partido

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Mania de amar demais

Essa mania de amar demais!                              1208929_537492662986663_27477682_n
de me atirar,
não ver o fundo de nada
ter no mundo o zelo
por coisas que doem…

Essa mania de vigiar as nuvens
de viajar pelo infinito
sem saber pra onde ir
quando as estrelas me contam
de tão longe que elas brilham.

Essa vontade de viver sem cais,
Sem rumos e malas,
Sem assento ao mar
e a imensidão que me rodopia
me fazendo ser seu par.

 

 
 

Quando amanhece

Tento fazer do meu chão                                       images (42)
minha oração,
meu medo não é tão óbvio
as vezes parece até coragem
…uma roupagem
que se disfarça.
Este mundo não é meu,
ele me perdeu,
tento reencontrá-lo
quando nos meus sonhos
me encanto por habitá-los.
Dentro dos meus olhos
tem uma vida que se fere
braços que viram concreto
e mãos que limpam o lodo
quando amanhece.

 
 

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Tudo lá dentro

Tudo que eu seitumblr_m83kisoMUc1rbo2fco1_400
é que você faz uma coisa
diferente no meu coração,
…um estopim que me acende,
incendeia tudo lá dentro.

Quando você aparece
explode uma coisa lá no fundo
que não para de pulsar,
faz um reboliço
que bagunça tudo,
e faz do meu mundo
um lugar pra brincar.

Só eu sei como é bom acordar
e saber que existe alguém
que bate no meu peito
e vai dando claridade,
que nada me faz tão bem
do que me olhar lá dentro
ver você me iluminar
a me dar felicidade.

 

 
1 Comentário

Publicado por em 09/06/2014 in POESIA, sobre o amor

 

Arlequim

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 Quando eu fui criança,
todas as coisas eram poesias
todas as palavras eram ingênuas, indefesas
não sabia o que era falta,
não precisava ser preenchida,
de coisas que se perdiam com o tempo.

Depois o mundo foi corrigindo minhas falas
tornou-me silenciosa, defensiva
insuportavelmente triste
tão apática diante das cores
que nem mesmo o arco-íris
que um dia me habitou
foi capaz de sobreviver,

Ao ser criança,
todos os caminhos eram destino
toda dúvida era inofensiva,
todo amanhecer era novo, tinha vida
tanto que minha íris se engrandecia
diante de qualquer motivo
depois o mundo cerrou meus olhos
e aquilo que era tão grande
tão imenso e descabido
ficou pequeno neste horizonte
desabitado de arlequim,
sem nada mais pra rimar em mim.

Marcos tavares

 
 

Possibilidade infinita

Tudo que existe é silencio                          shutterstock_1074390
mesmo o ruído do mundo
existe no silencio.

Tudo que se vê é vazio
mesmo as formas e objetos
existem no vazio.

Ser silencioso e vazio de formas
não é assustador
é a possibilidade infinita
de todas as coisas existirem.

O que quer que aconteça
eu estarei lá
nunca experimento a ausência
de mim mesmo.

 
 

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Nos teus braços

€Nos teus braços

Nos teus braços me esqueço,
perco meu endereço,
a fome, o rumo, a sede,
o motivo sabe lá de que!

Nada parece me ferir
nem saber por quê
pude já sorrir
sem estar com você

Nos teus braços me aqueço
penso sei lá o que!
nada me vem a cabeça
que não seja
abraçar você.

Nos teus braços sou festa,
dá vontade de viver,
tenho confiança pra entregar,
tudo que ainda me resta

Nos teus braços viro criança
esqueço os motivos que chorei,
fico sem saber por quê
foi preciso viver,
até encontrar você

 
5 Comentários

Publicado por em 02/05/2014 in POESIA, sobre o amor

 

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Braços de vento

Tudo que pertence ao tempo:540296_130199423778499_706613143_n
vai passar,
…só não vai
O que o vê passar.

Não pertenço a ele,
vejo-o se desmanchar,
não sou um corpo que sente,
nem uma mente que se inventa,
sou a viagem que lamento,
que tento controlar.

Viajo sem saber,
os caminhos que virão
vejo-me viver e passar,
até que ele possa me mostrar
-onde devo morrer.

Ele não tem assento,
nem onde descansar.
partirei com ele,
em seu acalanto,
conhecerei os seus segredos
carregado em seus braços de vento.

 

 
 

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Impermanência

O desejo da posse
é uma agitação que inquieta a alma.
é um sentir-se incompleto e subestimado
e depois preencher com
coisas que vão se estragando.

É se entregar a inútil ilusão
de sonhar que algo lhe pertence
num mundo em que nada
pertence a ninguém definitivamente.
Tudo verdadeiramente
pertence a impermanência.

Aquilo que não temos…
não precisamos.
O que nos falta…
não merecemos.
O que somos…
já nos basta.

 
 

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