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Jeito bobo de amar

08 Set

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Sempre fui assim, singular,
com um jeito bobo de amar.
Sem habilidade pra sonhar.
Tenho sapatos pra dançar
e uma certeza na valsa:
Vivo só.

Sempre fui assim, fácil de chorar,
com um encanto matinal no espelho,
que me faz pensar ser atriz
e prosseguir descalça.
Coisa doida de entender!
Ter vontade de fingir ser feliz:
Sendo só.

Sempre morei sem mim,
vestida de chuva,
hóspede de um inverno triste,
vida dura de passar!
Uma vontade de esquecer seu nome
não mais existir,
me esparramar no capim:
Seguir só.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em desilusão, POESIA

 

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