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Marcas do passado

08 Set

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Na arrumação dos armários
aparecem as marcas do passado.
Pessoas que doeram
em coisas que ficaram escondidas
e não me lembro mais ter vivido,
ter me feito triste.
Rio delas, perdidas nas gavetas
(que não abro mais).

Aprendi a ferir,
Jogar fora meus ideais.
Manchei de nanquim
o quadro na parede
da imagem de menina,
cheia de virtudes
que pensei
viver em mim

Eu gosto da rua,
o relento me fascina,
desarrumo as coisas
pra esquecê-las.
Tomo as rédeas do que restou
do meu coração
(que ainda bate)
e que lhe prometi
nunca mais o amor
ser a nossa doença.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em incentivo, POESIA

 

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