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Versos de dor

08 Set

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Sou pedaço de terra,
celeiro de palavras que crescem,
espalham-se pelo chão,
-desarrumadas-
Emaranham-se entre si.

Faço frases no quintal,
jogo-as nas calçadas.
onde pisam os homens sós,
alienados pelo tempo.

São palavras que sangram
na ponta dos dedos.
Arrancadas sem piedade,
desabitadas dentro de mim.

A minha poesia é frágil.
Ela se derrama em vendavais,
ousei sonhar um dia
e me deram arsenais.

Os meus versos são de dor,
mas um dia foram rimas,
soterraram meu sorriso
e me condenam de ser triste.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em versos tristes

 

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