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Arquivo da Categoria: espiritualidade

Possibilidade infinita

Tudo que existe é silencio                          shutterstock_1074390
mesmo o ruído do mundo
existe no silencio.

Tudo que se vê é vazio
mesmo as formas e objetos
existem no vazio.

Ser silencioso e vazio de formas
não é assustador
é a possibilidade infinita
de todas as coisas existirem.

O que quer que aconteça
eu estarei lá
nunca experimento a ausência
de mim mesmo.

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Impermanência

O desejo da posse
é uma agitação que inquieta a alma.
é um sentir-se incompleto e subestimado
e depois preencher com
coisas que vão se estragando.

É se entregar a inútil ilusão
de sonhar que algo lhe pertence
num mundo em que nada
pertence a ninguém definitivamente.
Tudo verdadeiramente
pertence a impermanência.

Aquilo que não temos…
não precisamos.
O que nos falta…
não merecemos.
O que somos…
já nos basta.

 
 

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Manto da ilusão

1454752_757088957638485_354116471_nO que não muda, desconheço.                  

Não defino essência do que não vibra,

do que não tem começo, nem nevralgia,

 

Não reconheço aquilo que não se vê na luz.

Não tem externo, nem limite.

Aquilo que num descuido, no múltiplo se perde

e torna-se medida,

mente, matéria, miséria,

retina, semente, raiz

e cria num olho vil

-um mundo ilusório e doentio.

 

Não tem vida ou morte, nem tudo ou nada,

só um indo e vindo indefinível.

Um infinito aqui e agora acontecendo,

sem consciência de si.

 

Pelo desejo do pecado,

um manto se ergue nas formas.

e de repente se torna,

mãos, pés, orelha, câncer,

pinto, buceta, rins, carranca…

olho por olho de cada experimento,

que bate no coração,

distrai minha realidade

e se encanta com a ilusão.

 

 
 

Espetáculo

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A mente é um alucinógeno,
O corpo mais um comparsa,
O sonho anima os fantoches
dentro de uma caixa oca
de ecos e espelhos.
A plateia é seu cúmplice
que se deixa encantar
esquecendo o que se é,
fascinado com a magia
de se ver no outro refletido
e imaginar existindo
no cárcere de um eu.

 
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Publicado por em 10/11/2013 em espiritualidade, POESIA

 

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Onde tudo acontece

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O barulho do pensamento
e o ruído dos carros
pedem insistentes que eu os assista.
Não me incomodam,
sou o silencio onde tudo vibra.

O medo da morte
e da vida selvagem,
estimulam-se em mim,
deixo-os vir, não me interessam,
sou o espaço onde nada permanece.

A ira de deus
e o perfume do diabo,
duelam em minha mente,
deixo-os habitarem em mim,
não me importo,
sou o tempo onde tudo acontece.

 
 

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Silêncio

silêncio

Não sei o que sou,
só sei que não sou
o que eu sei…
que me nega.

Nunca pensei ser
coisa que anda,
nem coisa que geme,
que me cega.

Já pensei ser,
as causas do caminho
eu que sou estradas,
que se perdem.

Habito à tarde,
a mente me leva,
mas mente que me vela
no meu silêncio arde.

 
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Publicado por em 01/10/2013 em espiritualidade, POESIA

 

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Passageiro

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Tudo pulsa.
É cedo ainda.
Deixei os inimigos
dormirem comigo
nas mesmas armas que
ainda me ameaçam.

Os olhos dos abutres,
vigiam meu vaguear
e nas trevas em que vivo
não temo o teu olhar

Tudo em volta,
volta nas manhãs.
(nas aspirais de vida)
às margens em que vivo
e enceno existir

A cidade redemoinha
sou mais um passageiro.
Resiste nas esquinas
os desafetos
que temo reencontrar.

A eternidade tem vigílias
expõe-me ao se revelar,
custa ter em minha face
o seu espelhar,
custa ver em minhas mãos
a cura carregar.

 
 

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Minha morada

minha morada

Fecho os olhos e penso
que posso me esconder,
que meus olhos podem escolher
pra onde eu quero olhar
e acredito poder procurar
destinos pra seguir.

Tranco a porta e sinto
que tenho onde habitar,
que em minha morada
as grades irão me conter
e acredito poder ficar
seguro sem me ferir.

Ando pelo mundo
querendo ter
o que não deveria carregar
e vou acreditando me faltar
o que seria inútil conseguir
e que nunca poderia levar

Abro os olhos e penso
que não me iludo ao tomar
os teus olhos como os meus
como se os meus,
já não fossem os teus.
Como se o chão que tento domar
não fosse um dia, me hospedar.

 
 

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Estradas sem mapas

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A vida é desafiante,
nós a insultamos,
desprezamos
o seu comando,
sua selvageria.

É um silêncio
que incomodamos.
com o barulho
das falas.
Uma nudez,
que recusamos ver
vestidos de ilusões.

A vida é misteriosa
emocionante,
uma viagem
sem destino,
bilhetes
só de ida,
(sem janelas),
estradas sem mapas
na partida.

 
 

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Andar descalço

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Não quero nada do futuro
que me tire deste agora,
tenho ânsia desta hora
e desta terra
que me ampara.

Prefiro olhar a paisagem
deste momento por este retrato,
do que tirar fotografias
pra lembrar imagens
que já passaram.

Não quero nada do passado,
escombros que me moeram,
ficaram duros como pedras
e no meu encalço doeram
pesando nos meus ombros
que já sangraram.

Quero só esta tarde livre,
pra poder andar descalço
e ouvir esta musica que escuto
no lugar do barulho dos homens
que (um dia) já cantaram.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em espiritualidade

 

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