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Arquivo da Categoria: sensual

Só você

Só você me deu                                                                                 tumblr_ld4nynofmK1qeaaw0o1_500
Amor como mordidas
Calcinhas pra dormir
E braços pra sonhar

Só você me tocou assim
Do jeito de um devasso
Me virou pelo avesso
me amou até se lambuzar

Só você me deu manjar
Adoçou a minha língua
Cobriu meus pés quando dormia
Me deu o ombro pra chorar.

Só você me arranhou
Deixou marcas de paixão
Fez seu cheiro me viciar
Me delirar com seu sabor

Só você me enfeitiçou
Me rendeu em meus vestidos
Fez poemas de amor
Me deu o colo pra descansar.

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Publicado por em 25/04/2015 em POESIA, sensual

 

Verbos da paixão

verbos da paixão

Vou me lambuzar de você,
me esparramar,
me misturar na sua boca,
morder os teus centímetros,
me espatifar nos seus remendos.

Em você, vou me esfolar,
me rabiscar,
com as mãos afobadas
salivar nos seus cetins
e me deitar entre seus sapatos

Entre as suas pernas, me esfregar,
empoleirar nas suas ancas,
me afogar na sua nuca,
nos seus pelos eriçados,
desarrumados sobre a pele.

Te desenhar nos meus traços,
nas suas falas, me soletrar,
rasgar as suas roupas.
me perder nos seus olhos de puta,
apaixonantes. Inabitáveis.

 
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Publicado por em 02/10/2013 em POESIA, sensual

 

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Coisa primitiva

para o blog8

Somos como bichos
atraídos pelo cheiro,
selvagens no cio
atracados pela seiva,
coisa primitiva.
Arrebatadora.

Somos como olhos
que se devoram
na íris atrevida da paixão,
como peles
que se roçam,
grudam no suor de tesão
coisa primitiva.
Avassaladora.

Somos como bocas
que se engolem,
palavras que se engasgam
no suor das línguas,
e se afogam na saliva
coisa primitiva.
Devastadora.

 
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Publicado por em 14/09/2013 em POESIA, sensual

 

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Alma vagabunda

alma vagabunda

Nunca darei a você
amor que sacie
sua alma vagabunda,
sua sede de vinho e de rua,
que você tem na garganta
e me cospe
quando me ingere e rejeita,
se me prova em delírio
(por engano)
como cicuta.

Nunca darei a você
amor sem pecados,
que engane
sua alma de santa.
Nem terei em mim
o desejo da pureza,
que você precisa
na sua saliva,
quando me engole
(me janta)
como castigo.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em POESIA, sensual

 

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Seu sabor

corte

Me esprema, me assanhe,
arranque de mim todas as senhas.
Impeça que eu tenha palavras na goela,
eu quero perder a fala
na tua boca.

Me fume,
me arrume pra festa,
me cheire, saboreie,
dispa-me em aflição
e se esfregue no suor,
que evapora nesta paixão
e queima meus poros.

Me arreganhe, me coma,
se engasgue de mim,
deste meu amor,
que me faz renascer
do seu calor.

Me pise, me suje
dos seus líquidos.
Do seu sabor
eu tenho vida
e me afogo
se preciso for.

 
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Publicado por em 07/09/2013 em POESIA, sensual

 

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Beijo bandido

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O beijo que eu quero te dar
vai ser de repente,
impossível de esquecer,
vou te prender entre meus braços,
vai ser tarde demais pra escapar, tentar fugir.

Vai ser um beijo guloso, faminto,
meio moleque,
meio bandido,
meio roubado,
inconsequente.
Vai ser a qualquer momento,
inesquecível, atordoante, apaixonado.

Este beijo vai ter que ser aflito,
Não terá nenhum juízo,
vai vir de dentro das entranhas,
vai querer te invadir, tentar te engolir.
Mostrar que não há engano
loucura tamanha.

Não vai ter equilíbrio, vai nos fazer flutuar,
vai ser viril, intenso, desafiante
vou te olhar nos olhos como domador
te mostrar como é lindo te tocar,

Vai ser um beijo molhado, cheio de tesão,
degustado sem pressa, vagabundo, imenso…
Vai ser demente, atrevido, insaciável, cuidadoso,
mas vai ser prepotente, sem permissão.

 
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Publicado por em 06/09/2013 em sensual

 

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Menina inocente

menina inocente

Me coma com preguiça,
lentamente,
explorando meus esconderijos,
sussurrando indecências
delicadamente.

Me coma de repente,
com carência,
abrindo minha blusa,
com as mãos indecisas
acidentalmente.

Me coma com seus dentes,
me arrastando pelos cabelos,
descosturando minhas roupas,
com tapas na cara,
gulosamente

Me coma esfomeado,
com jeito de bandido,
como cafajeste que desfruta,
de uma menina inocente,
impunemente

Me coma como vadia,
com desprezo,
sem medir estragos
sem querer afagos
sem mostrar nos olhos
agradecimento.

Me coma como sua, suado,
se desmanchando no meu ventre,
perdido nos meus olhos
apaixonados,
tontos de paixão
e contentamento

 
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Publicado por em 06/09/2013 em POESIA, sensual

 

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