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Arquivo da Categoria: solidão

Balões

Estou a milhares de léguas                                        44920_516393388379188_1621245819_n
do Ibirapuera…
nem paulista, nem luzes de neon.
As ruas daqui são escuras,
Iluminadas por estrelas.
(eu nem sabia)…
que eram tantas assim.

Poeira no chapéu
nos tantos bêbados
sentados ao suor da tarde,
sem barulhos, sem fumaça
sem lonjuras, nem lugar pra se perder.

A vidraça de pó
e a fuligem do céu
estão tão longe dos meus olhos
as vezes sinto falta de respirar
a angustia das manhãs.

Tanta terra pra eu correr atrás dos meus balões,
e eu sem ânimo pra romper portões,
avançar meus muros proibidos.
As vezes esqueço da garoa, do agito, da libido
e defronto-me com o sinuoso toque de recolher

Pra quem é louco
não dá!

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Publicado por em 19/12/2013 em POESIA, solidão

 

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Lugar algum

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Navegar sem leme
e sem rumo certo,
não hospedar nos olhos
lugar algum
e só encontrar o deserto
que restou em mim.

Derramar nos poros
o teu verso náufrago,
sem bálsamo e lenitivo
sem amenizar
o afogar definitivo

Não ter ilhas, cais,
nem beira de mar.
Somente o medo
de não mais
poder me ancorar.

Vagar na planta dos pés
com ânsia de me isolar.
Só levar comigo
o mapa dos teus olhos.

 
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Publicado por em 14/09/2013 em POESIA, solidão

 

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Vestir você

vestir voce

Já não sonho.
Essa vontade de te ver
me deixa insone.
Me pego me arranhando,
sem saber o que me resta,
tudo que eu tinha
era você.

Já não gosto do sol
da chuva no telhado,
nem das andorinhas das manhãs
na nossa janela.
Não ligo as luzes, as arandelas,
para escolher as nossas roupas
combinar seus sapatos,
-vestir você

Já não canto
não faço melodias
nem pinto aquarelas
com desenho dos teus olhos.
Não mais me encanto,
nada na vida é tanto,
pra ter motivo de sorrir,
-seguir sem você.

 
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Publicado por em 09/09/2013 em POESIA, solidão

 

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Lugar algum

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Navegar sem leme
e sem rumo certo,
não hospedar nos olhos
lugar algum
e só encontrar o deserto
que restou em mim.

Derramar nos poros
o teu verso náufrago,
sem bálsamo e lenitivo
sem amenizar
o afogar definitivo

Não ter ilhas, cais,
nem beira de mar.
Somente o medo
de não mais
poder me ancorar.

Vagar na planta dos pés
com ânsia de me isolar.
Só levar comigo
o mapa dos teus olhos.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em POESIA, solidão

 

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Além do meu pranto

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Pra te esquecer, eu…
e esta madrugada aflita
neste momento imenso
que é tanto,
nesta lonjura de tudo
que é vida
e que tira
das estrelas
seu encanto,
eu me juntei
em vísceras e caminhei.
Incerto ainda, de não ter
nas mãos o que ofertar
além do meu pranto.

Vida que trafego insone
dos seus sonhos
e deste amor
que hoje é vândalo
e que lateja
nesta estrada sem ti
que ficou pra seguir
e sentir esta dor
que ainda é tanta.

 
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Publicado por em 24/02/2013 em POESIA, solidão

 

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Separação

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Indícios de amor nenhum.
Ranhuras no peito,
incertezas ao falar,
permissão para tocar.
– Sem espelhos, olhei-te ao redor.

Descuidos… talvez alguns.
Talvez, já fosse tarde,
já estivesse partido,
denunciado pelos dias.
– Sem entrelinhas, palavras frias.

Planos, quase nenhum.
Talvez já fossem incertos
jogados ao acaso,
desfeitos em si, aos lençóis
– Sem mágoas, deixamos acabar.

 
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Publicado por em 24/02/2013 em POESIA, solidão

 

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