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Arquivo da Categoria: versos tristes

Dias mórbidos

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algo me acorda,

não sei o que me alenta,

nem o que me devora.

 

Tenho medo da noite,

da morte lenta,

da foice cega

que me alimenta.

 

Nada sei de mim,

vou me descobrindo

naquilo que aconteço,

tenho medo

de querer fugir

daquilo que narro,

me abandonar

junto aos espasmos

que me desassossega.

 

Não aprendi a esperar,

quero que me fira logo

os dias mórbidos

e de escuridão

eu que me ateio fogo

e me vejo queimar

quando não tenho mais

pelo que lutar

e clamo seu perdão

por não saber mudar.

 

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Publicado por em 06/04/2014 em POESIA, versos tristes

 

Cartilhas

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Na busca de mim,
encontrei farrapos esparramados,
esparadrapos úmidos,
curativos na alma em vão.

Enchente de lágrimas por vir,
um poema de desespero,
cartas de amor rasuradas,
pedaços de sonífero
em decomposição.

Faltam caminhos,
mapas de atalhos,
desvios alternativos,
cartilhas pra viver sem ti.

Faltam tréguas,
descanso em meu ser,
trincheiras pra me defender
da tua sentença.

Nenhuma aspirina,
nem mesmo um lenço,
somente um juramento,
nesta faca rasgando o meu peito,
num desespero sem piedade,
tentando te arrancar de mim.

 
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Publicado por em 02/02/2014 em POESIA, versos tristes

 

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Nossas juras

Deixo tudo para trás,
nada levo do que juntei,
não direi o que me fere,
espalharei ao vento
o que sonhei.

Não sofrerei de amor de novo,
acendo fogo nas miragens,
me desfaço dos meus versos,
deixarei te esquecerem
nas palavras que juntei.

Arranco tudo do meu peito,
deixo o corte à latejar,
não aguardo piedade,
vai estancar quando puder.

Vou chorar pelo que fomos nós dois
expurgando o abandono,
dilacerando nossas juras,
sem nada pra lembrar depois.

 
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Publicado por em 15/01/2014 em POESIA, versos tristes

 

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Olhar de despedida

Quando quis te procurar,        998099_794354770590567_650580296_n (1)
neste imenso território
que restou em mim
o seu olhar de despedida
fincou meus pés neste apartamento

Eu e minha alma sedenta de ti,
choramos nas rimas desta poesia
ouvindo os ecos das paredes
tocando as cortinas
com seu cheiro ainda.

Os caminhos que restaram seguir
Desmancharam-se em labirintos
Me vejo agora, num momento sem tempo
num lapso de um movimento extinto.

Perdi você pra sempre
recolhido em meus tormentos
fazendo desta dor um verso
no inverso deste deserto amor.

 
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Publicado por em 04/01/2014 em POESIA, versos tristes

 

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Lenhador de sonhos

Não venha comigo, não é seguro.                            62663_10200579178313801_222418898_n
Não basto a mim, não há contentamento.
Sou um lenhador de sonhos,
uma seta lançada no escuro
que não conhece seu rumo..

Tenho apenas poesias,
palavras tristes que aprendi rimar,
amores que partiram sem me avisar,
Ilusões que eu adiei sofrer
e batem à porta insistentes pra doer.

Esse amor te fará sofrer, te ferirei…
Decidi andar sem ter aonde chegar,
estar ao lado de quem puder me ver partir,
sem levar lágrimas por mim

O que sinto é vendaval, um descarrilho.
Prefiro palmilhar meus pés
com quem puder entender
que quando amanhecer serei levado pelas marés
ou guiado pelos passarinhos.

 
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Publicado por em 02/12/2013 em POESIA, versos tristes

 

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Chove dentro de mim

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No meu delírio desmedido,
tem comprimidos pelo chão,
febre repentina,
-cansaço de viver.

Tem termômetros na gaveta,
vontade de esquecer alguém,
que me esqueceu aqui
quando partiu.

Tem sonhos pueris,
risos oprimidos,
buracos na alma
por me faltar alguém
que me fazia feliz.

Falta lucidez pra continuar,
poder me reinventar.
Deixar de sofrer assim,
tentar esquecer
o quanto ainda chove
dentro de mim

 
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Publicado por em 20/11/2013 em POESIA, versos tristes

 

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Paisagem dos sonhos

triste despedida

Esse dia é um vazio sem certeza,
um ardume vão,
um trem de partida
sem passagem subterrânea,
sem nada poder dizer
até onde vai
a janela dos meus olhos
que carrega com ele
como prêmio.

Esse dia é uma tristeza vazia,
uma encenação de existir
que não vai revelar
o motivo sórdido de querer fugir.
Nem o destino incógnito
que traça em mim,
sem nada poder saber
e nada poder sentir
até onde dói:
a paisagem dos sonhos
que passa por mim
como vento.

 
 

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Versos de dor

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Sou pedaço de terra,
celeiro de palavras que crescem,
espalham-se pelo chão,
-desarrumadas-
Emaranham-se entre si.

Faço frases no quintal,
jogo-as nas calçadas.
onde pisam os homens sós,
alienados pelo tempo.

São palavras que sangram
na ponta dos dedos.
Arrancadas sem piedade,
desabitadas dentro de mim.

A minha poesia é frágil.
Ela se derrama em vendavais,
ousei sonhar um dia
e me deram arsenais.

Os meus versos são de dor,
mas um dia foram rimas,
soterraram meu sorriso
e me condenam de ser triste.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em versos tristes

 

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Quando a porta fechar

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Há de ser dor,
quando a porta
fechar,
quando o tempo
decidir
romper este amor.

Há de ter lágrima
no brilho
dos meus olhos
e em tudo
que nos meus
poros
já teve o teu riso,

…de ser em vão
tudo que já foi
a razão
desta vida

e de ser esquecido
tudo que
deste amor restou
somente a ferida.

 
 

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Humildes versos

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Navego rumo nada,
no teu mar,
amargo e árduo
meu esboço inacabado
e uma navalha como jugo.

A teus pés eu entreguei
meus humildes versos,
Em tuas mãos eu revelei
meu universo
como um destino incerto
que por caminhos desertos
procuravam por ti.

Ah! Não fosse
essa febre que pulsa
nos meus olhos
(de fêmea e cio).
Essa saliva,
que me devora,
neste teu cheiro que me droga
(e me vicio).

Ah! Não fosse
esse meu coração
que é tão frágil e só,
eu não temeria
o risco de naufragar,
morrer sem saber velejar
viver sem ter
podido te amar.

 
 

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