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Arquivo da Categoria: TEXTOS DIVERSOS

Povo marcado, povo feliz.

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A sociedade vai te ensinar a mirar seus olhos pra fora, tirar de lá, todos os seus valores e fazer você acreditar num mundo cheio de castelos de areia. Tudo que esta fora de nós esta se desmanchando, se estragando e por mais absurdo que pareça, é isso que estamos dando valor.
O mundo estético e estupido da aparência, tornou-se uma meta doentia e de alto valor. Um mundo que é oco e vazio de significados e que não estimula a busca interior de um estado de felicidade real.
A felicidade que nos apresentam não pode durar, não pode nos preencher, estamos sempre em busca de algo mais que fortaleça um ego criado em uma selva consumista.
São construídos, a todo o momento, ídolos estúpidos que se harmonizam com nossos estados de consciência carente de lucidez, que nos forçam a reforçar a incapacidade de olharmos para nós mesmos e procurar o reino dos céus que lá existe independente do que nos é oferecido como migalhas de um mundo externo a nós.
A busca de si mesmo é um exercício estranhamente confundido com o ego, um hóspede inconveniente e impermanente que assume a condição de um ser humano que luta para ser destaque em um mundo de valores questionáveis e manipulados pelos poderes políticos, religiosos e financeiros. Um mundo de poucas oportunidades controlado por uma minoria egocêntrica e escravizadora.
Quando você estiver ambientado e souberem que é mais uma peça neste jogo hostil e algoz, a sociedade vai te mostrar o caminho pra você ser feliz. É nessa hora que você vai aprender a gostar de ser um imbecil socializado como eu me tornei… Salve-se!

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Banheiros paralelos

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No banheiro dos homens, se conversa com muita objetividade (quando se conversa). Os homens não levam bolsas, não retocam maquiagem e dificilmente cagam. Por isso o tempo que se gasta lá é muito curto, Mal balançamos o pinto direito.
-Então, Carlão! Vai comer a loirinha, mesmo? Perguntou o primo do interior de São Paulo, que estava a passeio na cidade, mudando o saco para o outro lado da cueca.
-Cara, sei lá! Tô com vontade de traçar a japonesinha mesmo. A loirinha tá fazendo cu doce. Não quero perder muito tempo hoje. Amanhã aquele filho da puta do chefe vai para o escritório bem cedo. Só quero da uma trepada bem rápida e sair fora.
-Eu estou de férias mesmo, vou ficar por aqui e ver se pego uma melhor que a tua, Não como japa. Não desce nem fodendo.
– Se liga cara, a japa é gostosinha.. Ei, lava a mão cuzão! Tá de sacanagem!, Já pensou essa mão cheirando a mijo. Se toca “Chico bento”, as minas se ligam nessas coisas.

…Olhar de desprezo…

No banheiro das mulheres, o tempo é ignorado, como em muitos outros lugares. Existem tantas coisas para ser feito entre um xixi e uma retocada no batom que precisam sempre de testemunhas, alguém que concorde com o que fazem. Nunca estão sozinhas.

-Você viu aqueles músculos menina! que tesão de caipira. Ele andou me medindo, quando eu estava dançando. Não sei não! Mas eu acho que eu estou precisando de alguma coisa mais rustica, meio animal hoje. Ah! eu pegava com certeza. Amanhã cedo viajo para a filial em Tóquio, vou dá em cima agora, marcar território, vou dar pra ele de qualquer jeito.
-Luísa, você está terrível hoje! Que isso, esta parecendo puta. Segura a periquita, mulher! Vamos com calma, o cara vai ficar uns tempos por aqui, você volta na sexta. Vai pegar mal, sair dando logo de cara.

Risos…

-Que isso Ana! Virou a Madre Tereza! Estou precisando esquecer o Tiago, aquele viado filho da puta, depois que ele me deu o pé na bunda, nunca mais dei pra ninguém.
-A vá! Jura! Sério, menina! Não acredito. E o tal do Luís, eu vi vocês dois juntos varias vezes.
– Xii, babado forte mulher! O cara tem o pinto cheio de verrugas, num rolou nada. O coitado é lindo, mas sem uma ferramenta de grife é foda. Passei mal naquele motel, que foi caro pra caralho! Pior depois foi ficar consolando ele, dizendo que a culpa era minha e que eu era cheia de frescura e que tinha pesadelos desde menina com verrugas, essa coisa de trauma e tal, o cara ficou meio pra baixo, mas, porra! toma no cu! Com um pau destes não rola, o pior é que estas coisas tem cura. O cara é muito relaxado mesmo, ah! ele que se foda! Bonito de pau esquisito!!

Risos de novo…..

– Que azar né! Não era para dar em nada mesmo, mas só por isso você não vai sair por aí dando pro primeiro que aparecer, calma, tem muito homem ainda neste mundo.
-Será? Cada dia eu conheço um viado novo.
– É verdade! eu também.

Risos de novo…

-Você acha que eu devo retocar o loiro? Eu estou sentindo ele opaco, sem vida…
– Que isso menina! Ele tá lindo, olha só como ele tá leve, brilhante… tá combinando com a bolsa, aliás, que bolsa linda, Jú!!! , aonde você comprou? arrasou, me conta.
– Nem te conto gata. Ganhei de um cara que você ainda não conhece. Um puta negrão alto e gostoso, to dando pra ele de vez em quando, ele tá viajando esta semana, tá meio enrolado com uns problema da família dele lá do Paraná, o cara tem bom gosto olha só que linda esta bolsa!
– Linda demais. Amei, mas eu não curto negros, você sabe né! Gosto de pau normal. Rola muito grande me estraga, fico toda arrebentada, tô fora!
– É normal menina!, tamanho certo. Acho que uns 16 ou 17, além do mais é todo perfumado, malhado, gostoso pra caramba. Só tem um problema, ele não gosta muito de chupar, fica socando muito, quase o tempo todo. Cansa muito e demora demais pra gozar. Ah! que saudades do Marcelo, aquele sim, tinha “o dom”, era foda, dava um trato do caralho! mas quem não tem cão caça com gato né!!.

tumblr_ldhxtgx5su1qattl2o1_500Risos de novo..

-Vamos embora menina, os rapazes devem estar preocupados com a gente.
-Que nada, relaxa! Eles estão falando de futebol ou de carro, eles só sabem falar disso…
-É mesmo,
-Espera um pouco, enfia um pouco mais esta calcinha no cu, tá parecendo minha tia! Assim o teu negão não vai lamber a sua boceta mesmo!

Mais risos….

 
 

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Eternidade

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A eternidade não tem nada a ver com o tempo.

O tempo é uma formação mental, uma percepção;

que só é possível ser percebida,

por que aquilo que o percebe não pertence ao tempo

 
 

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Entre os humanos

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Estou sempre com raiva de tudo, sou um desses merdas que vagueiam pelas ruas, ainda inconformados com a morte do Kurt Cobain, tudo poderia ter sido melhor se aquele cuzão não tivesse se matado. Bem, coisas da vida! Não há o que se fazer, morreu e pronto, bola pra frente. Aquela angustia na alma que ele sabia mostrar ficou nos anos noventa.
Achei que seria impossível ouvir o nirvana, nesta porra de casamento, mas não, estão tocando esta merda!  Olhei nos bolsos e o cigarro estava no fim, resolvi sair um pouco, ir até o bar e aproveitar pra dar um gole numa vodca. Que merda eu estou fazendo aqui? Pensei. Depois lembrei que era por causa da Marisa, amiga de infância.  A gente cresceu junto,  Ela sempre me deu uma força, quando eu precisava desabafar ou me esconder por uns tempos.
Não ando com grana,e já faz um bom tempo, estou precisando fazer uns bicos por aí. No mundo tem tanta grana e eu aqui com estes trocados no bolso, que bosta!
Deita todo mundo no chão, bando de filho da puta! Ordenou aquele moleque branquelo, com menos de cinquenta quilos e cara de pedinte de rua. Não olha pra mim, que eu meto bala, vai jogando no chão a carteira e o celular e não fica me tirando de otário, que aqui não tem trouxa não! Falava com a voz violenta e ameaçadora ao mesmo tempo.
Que porra! Que bar do fim do mundo, vim parar. Pensava comigo. Tudo bem, vamos arrumar as idéias e ver o que se pode fazer aqui. Olhei deitado nos pés do menino e vi que o numero do tênis era pequeno, seus passos eram muito rápidos e ansiosos, seu jeito de abrir a carteira e retirar o dinheiro e os cartões de crédito era meio grosseiro, parecia meio assustado.
Resolvi negociar a situação. Eu saí do corpo e dei uma olhada em todo o ambiente. Havia sete reféns, seis homens e uma mulher, talvez a namorada de algum, talvez alguns entediados com a festa de casamento. Bem! O moleque era principiante, notei quando colocava a arma na cintura, não tinha respeito pelo revolver, o instrumento de trabalho deve ser a figura maior neste caso.
O que fazer? Pensei, vou deixar tudo acontecer, sem me meter. Não vou tentar mudar nada neste quadro, deixa o garoto pegar estes trocados e sair logo.
Mas o problema foi que o filho da puta do moleque foi chutar a menina, que não tinha grana nenhuma. Puta que pariu, aí não dá! Decidi agir…
Sair do corpo sempre foi normal pra mim a muito tempo. No começo eu ficava muito confuso e com muito medo de estar morto, depois fui aprendendo a lidar com isso sem me achar um débil mental. Comecei a perceber que de acordo com alguma emoção, conseguia ter controle sobre certos objetos, às vezes conseguia fazer um brinquedo sair do lugar. Com o tempo, agindo com mais habilidade, saia do corpo quando queria e me dava tapas pra ver o que acontecia com o corpo imóvel, muitas vezes até, sem respirar. De tanto fazer isso, me tornei especialista em enxergar nas pessoas os seus medos mais profundos, entrava em contato com a memória e retirava dali suas histórias. Podia ver, como em um filme, sua trajetória antes de chegar até aquele momento.
Vi meu coração batendo mais rápido e assustado naquela cena, vi o desespero daquela menina apanhando e vi aquele moleque totalmente vulnerável a mim. Entrei no seu campo de ação motora e com um simples toque mental no seu sistema nervoso, relaxei totalmente suas pernas. Na verdade, enviei um comando de fraqueza nas pernas e ele começou a cambalear, como se estivesse bêbado. Depois alterei a postura da voz e dei-lhe gagueira. Por fim eu dirigi meus comandos eletromagnéticos pra os seus olhos invertendo os sinais da córnea e ele começou a enxergar tudo de ponta cabeça.
Eu tinha que ser rápido, pois isso dura poucos segundos e as pessoas talvez não percebessem o que estava acontecendo com ele. Voltei imediatamente pra meu corpo, me levantei e fui na sua direção. Tomei o revolver das suas mãos, aproveitando a fragilidade momentânea e o empurrei até a calçada do bar. As pessoas deitadas no chão levantaram-se extremamente vingativas e sagazes por vingança. Começava ali um processo de linchamento e todo tipo de violência contra o menino. A mulher que fora socada no rosto pegou uma faca na pia e começou a esfaqueá-lo sem muita habilidade, não sabendo ao certo, onde feri-lo. Fui vendo o sangue jorrar pela calçada e o corpo miúdo do menino agonizando pedindo socorro pelo chão.
Uma roda se formou em volta e olhares ávidos por justiça comemoravam a reação das vitimas.
Enquanto o menino que recobrava as funções motoras e a sua visão, tinha que se defender das facadas da mulher enlouquecida naquele momento. Até que a policia chegou e pôs fim aquela farra. O menino foi levado pra o hospital ainda com vida e a mulher pra delegacia, ainda com raiva. Sai rapidamente daquele burburinho andando pelas ruas próximas do local , acendi meu cigarro e  senti minha cabeça ficar totalmente zonza e tudo começou a escurecer. Consegui caminhar alguns passos até cair ao chão, sem perceber que havia levado um tiro, desde então vagueio entre os humanos, esta raça de estúpidos.

 

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A grande ilusão do Eu

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Cada vez que você lê o que eu escrevo, você lê o que interpreta dentro de você, nunca vai ler o que eu quero dizer realmente, pois o que eu quero dizer pertence apenas a mim e ao meu universo. Embora, eu saiba que seja difícil entender, em verdade, cada um tem seu próprio universo.
As minhas palavras vão passar pelo seu filtro interpretativo para depois serem conhecidos pela sua razão.
Todas as vezes que olhar para si mesmo, não verá a realidade de um ser, mas a imagem construída de alguém que você se identificou a vida toda. Nunca esse ser humano que você diz ser “EU MESMO” será o verdadeiro ser que você é.
Até ao dizer estas palavras, primeiro, este hóspede (que você acha que é você) vai achar que é com ele que estou falando e vai de imediato me chamar de idiota. Como se fosse possível haver outro alguém dentro de você. Pois é, aí reside o problema! Você vai procura-lo no lugar errado.
Não existe ninguém aí pra você confrontar, dar uma boa olhada e dizer: Então este sou eu. Enfim achei você que se diz ser EU, desista desta procura, é um conselho de quem não fez outra coisa nesta vida além de procurar algum SER REAL dentro de si.

O olho que tudo vê

A realidade ultima do ser não pode ser conhecida, pois é ele que esta conhecendo, assim como o olho não pode se olhar ou o dedo não pode tocar a si mesmo.
Entendido isso, vamos então, mudar de assunto, o que eu digo é inútil para minha vida e não vai me levar a lugar nenhum. Você poderá pensar assim, lendo estas palavras. Mas será mesmo?
Se existe alguém ou algo que observa tudo que sou e não pode ser observado, então o que é visto (neste caso, aquele que você chama de EU) não é a verdadeira consciência, o verdadeiro observador, visto que é você que observa o mundo e tudo que nele contem, incluindo aquele que você chama de EU mesmo! Não deixa de ser uma visão, uma ideia de si na falsa interpretação desta realidade ultima.
Palavras podem ser invalidas na mente de quem não tem interesse de ir além, assim como este texto está direcionado á quem dele souber tirar proveito, eu apenas reforçarei o que digo, para que aqueles a quem for dirigido estas palavras possam ter o seu sentido aproveitado no alivio de muita incompreensão que, como nuvens carregadas, escurecem a nossa visão e pensamentos.

O mito da humildade

Quem sou eu? Esta é a pergunta que se faz agora e talvez a pergunta mais feita pela humanidade e de forma alguma tenho eu a pretensão de responder esta pergunta.
Eu não sei quem sou eu, mas sei que não sou esta pessoa que vejo viver no mundo. E isto para mim, neste momento, é suficiente saber.
Agora que descartei ser o que é visto, basta seguir adiante sem esta ilusão. Então as coisas que me importava tanto em mim, começam a ser menos importante, começo o processo da não identificação com o corpo e mente que imagino ser eu.
Enfim o processo da humildade se instala em mim e pareço menos apegado a esta imagem que faço de mim. Pode não parecer, num primeiro momento, que isto tenha algum valor para você, muito pelo contrário, ser humilde é para pessoas incapazes e derrotadas. Eu vou lutar por mim! Pensaria você assim, esse papo de observador e observado é uma falácia. Não julgue com tanta pressa esta palavras, pense um pouco! O estado de realização e compreensão precisa passar pela anulação de si. Parafraseando Jesus “Aquele que quiser salvar a sua vida a perderá, mas aquele que perdê-la a salvará

 

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Eu sou aquilo

         093765C592274A918181E40CD65A8B67                                                                                                             Dedicado a Nisargadata Maharaj.

Quem sou eu?

Essa resposta exige uma cisão e aquilo que sou não se separa.
Essa indagação vem da mente que se hospeda naquilo que sou e que por sua natureza é mensuradora.
Ela procura os limites de tudo pra caber no seu entendimento.
A mente não sou eu. Aquilo que sou se basta em si mesmo. Já é suficiente ser.
Não tem começo nem fim, não tem forma em si, apenas dá imagem, sentidos e consciência como pensamentos, representado por um eu ilusório que se elege como um objeto sensitivo.
Se fosse possível eu ser algo eu estaria preso à forma, mas a essência daquilo que sou é livre, simplesmente é.
-Vida e morte-Tempo e espaço- Começo e fim- Deus e universo- Dualidade e unidade – Eterno e temporal- Infinito e finito
Todas essas questões não são questões que dizem respeito àquilo que sou, são apenas questões da mente, que se cria nas formas e que por ter tido um começo tem, obviamente, um fim.
Aquilo que sou é consciência desta mente neste aparelho humano, que por um processo ilusório, (arvore do conhecimento) tem se identificado com ela desde o seu nascimento. O entendimento de que eu não sou isso, é o morrer para ganhar a vida eterna, é a simbologia do batismo, o retorno ao paraíso, etc…
Sendo ela, parte do manifesto ilusório e impermanente, cria no reino humano crenças de continuidade por temer o seu fim.
Céu e inferno, reencarnação e evolução, samadhi, nirvana, satori, despertar espiritual, iluminação e outras formas de manutenção da sua identidade são estados pretendidos a sobreviverem à morte como um espirito ou alma para dar continuidade a sua existência (A ilusão de estar separado e de existir como uma mente que luta por sua subsistência e individualidade).
Nenhuma resposta para estas perguntas trará uma verdade em si. Apenas uma verdade individual e interpretativa que apontará probabilidades e subtrairá a paz e o silencio de ser simplesmente o que se é. Sem nada ter que precisar e apenas ser o viver.
A mente é construída com esses moldes no aprisionamento das suas indagações, entre os limites da sua expressão para ser apenas um instrumento de percepção. Aquilo que sou não pode estar em um limite compreensivo, simbolicamente pode apenas ser apontado como o aqui agora consciente, mas até em ser apontado como algo se perde, pois a seta e o caminho acontecem ao mesmo tempo naquilo que sou.
Não pode ser definido, porque o agora abrange o tudo e o nada. O aqui agora é livre de todas essas questões e não se revela com respostas nem com significados porque não tem perguntas, nem é possível de averiguação porque não existe o que possa averiguá-lo.
Naquilo que sou se hospeda um conhecedor e dentro dele surge o universo, paraíso e inferno; dentro e fora; o ser e o nada. A natureza daquilo que sou é subjetiva e não tem definição, não tem objetivo, porque não tem aonde chegar, os lugares é que chegam a ela. Não tem evolução, porque não tem o que conquistar, não tem ao que pertencer e nem algo a querer pertencer. Por não poder em nada se saciar esta livre do desejo, pois é saciável em si mesmo. Por isso é chamada a Testemunha silenciosa do eterno deleite.

Onde você esta? -Aqui.
Que horas são? -Agora.
O que você é? -Este momento.

A LOUSA DO ZEN BUDISMO,
Tradição que existia ao se trocar de Patriarca.

“O corpo é a árvore de Bodhi, (desperto, iluminado,)
A mente é um espelho brilhante.
Com cuidado a limpamos continuamente,
sem deixar que o pó acumule”.

Hui Neng, retrucou e elegeu-se o Patriarca, respondendo:

“Bodhi* não é uma árvore,
nem a mente um espelho brilhante.
Já que tudo é vazio em essência,
onde pode o pó acumular?”

 

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A grande ilusão do eu

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Cada vez que você lê o que eu escrevo, você lê o que interpreta dentro de você, nunca vai ler o que eu quero dizer realmente, pois o que eu quero dizer pertence apenas a mim e ao meu universo. Embora, eu saiba que seja difícil entender, em verdade, cada um tem seu próprio universo.
As minhas palavras vão passar pelo seu filtro interpretativo para depois serem conhecidos pela sua razão.
Todas as vezes que olhar para si mesmo, não verá a realidade de um ser, mas a imagem construída de alguém que você se identificou a vida toda. Nunca esse ser humano que você diz ser “EU MESMO” será o verdadeiro ser que você é.
Até ao dizer estas palavras, primeiro, este hóspede (que você acha que é você) vai achar que é com ele que estou falando e vai de imediato me chamar de idiota. Como se fosse possível haver outro alguém dentro de você. Pois é, aí reside o problema! Você vai procura-lo no lugar errado.
Não existe ninguém aí pra você confrontar, dar uma boa olhada e dizer: Então este sou eu. Enfim achei você que se diz ser EU, desista desta procura, é um conselho de quem não fez outra coisa nesta vida além de procurar algum SER REAL dentro de si.

O olho que tudo vê

A realidade ultima do ser não pode ser conhecida, pois é ele que esta conhecendo, assim como o olho não pode se olhar ou o dedo não pode tocar a si mesmo.
Entendido isso, vamos então, mudar de assunto, o que eu digo é inútil para minha vida e não vai me levar a lugar nenhum. Você poderá pensar assim, lendo estas palavras. Mas será mesmo?
Se existe alguém ou algo que observa tudo que sou e não pode ser observado, então o que é visto (neste caso, aquele que você chama de EU) não é a verdadeira consciência, o verdadeiro observador, visto que é você que observa o mundo e tudo que nele contem, incluindo aquele que você chama de EU mesmo! Não deixa de ser uma visão, uma ideia de si na falsa interpretação desta realidade ultima.
Palavras podem ser invalidas na mente de quem não tem interesse de ir além, assim como este texto está direcionado á quem dele souber tirar proveito, eu apenas reforçarei o que digo, para que aqueles a quem for dirigido estas palavras possam ter o seu sentido aproveitado no alivio de muita incompreensão que, como nuvens carregadas, escurecem a nossa visão e pensamentos.

O mito da humildade

Quem sou eu? Esta é a pergunta que se faz agora e talvez a pergunta mais feita pela humanidade e de forma alguma tenho eu a pretensão de responder esta pergunta.
Eu não sei quem sou eu, mas sei que não sou esta pessoa que vejo viver no mundo. E isto para mim, neste momento, é suficiente saber.
Agora que descartei ser o que é visto, basta seguir adiante sem esta ilusão. Então as coisas que me importava tanto em mim, começam a ser menos importante, começo o processo da não identificação com o corpo e mente que imagino ser eu.
Enfim o processo da humildade se instala em mim e pareço menos apegado a esta imagem que faço de mim. Pode não parecer, num primeiro momento, que isto tenha algum valor para você, muito pelo contrário, ser humilde é para pessoas incapazes e derrotadas. Eu vou lutar por mim! Pensaria você assim, esse papo de observador e observado é uma falácia. Não julgue com tanta pressa esta palavras, pense um pouco! O estado de realização e compreensão precisa passar pela anulação de si. Parafraseando Jesus “Aquele que quiser salvar a sua vida a perderá, mas aquele que perdê-la a salvará

 

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A fé no banco dos réus

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A hipocrisia da fé em Deus

Segundo definições colhidas no meio religioso, filosófico e fontes alternativas, Deus é a inteligência suprema, justiça perfeita, amor sublime e causa primaria de todas as coisas.
Nada pode acontecer se estas causas não estiverem em ação, a respeito disto a maioria esmagadora do segmento religioso está de acordo.
Isto implica dizer que se cair um poste na minha ou na sua cabeça, o único agente é Deus.
Pois nesta ação estará: o amor sublime (o amor acima de todas as coisas) justiça perfeita (ação e reação) e inteligência suprema (onipresença, onipotência e onisciência).
O exemplo do poste também vale para as bactérias, as deformações físicas e mentais e todo manifesto vibrante do qual se é sensitivo.
Fazem parte deste cenário, a imagem estonteante de um por de sol, o orgasmo, o amor correspondido, a felicidade da conquista de um objetivo, a saúde recuperada e tantas outras possibilidades desta manifestação. Tudo que move é sagrado.
Se aceitássemos essa pequena definição, a humanidade já estaria salva e todas as coisas estariam corretas e organizadas por esse poder infinito. Desta forma, sim! Teríamos enfim: fé em Deus.
Mas aquilo que chamamos de fé é uma tentativa fálica de organizar o mundo, conforme nossos critérios. O mundo que é dado é também retirado a qualquer momento e nada podemos fazer. Nem mesmo assim, deixamos de tentar ser o dono de suas ações e do ambiente, num exercício infantil de controle. Por mais que esperneiem as ciências agregadas, a psicologia e a filosofia e mesmo até, a religião, nós não somos controladores de nada, antes controlados por uma força superior a nossa que imaginamos poder negociar.

Negócio da China.

Por sermos humanos somos dotados de ego, agente individualista, que quer nos apartar da humanidade e construir um castelo próprio para as nossas fantasias. Um reino que nos aproprie do julgamento sobre o certo e errado e que nos faça sentir superiores aos outros e assim atestar uma existência de destaque.
Como os acontecimentos da vida não atestam essa sandice o mundo externo e a humanidade passa a ser objeto de conquista.
Saímos à caça de aliados que nos auxiliem na tarefa de valorizar a imagem representativa de um vencedor. A mídia sabe que você esta em busca desta autoafirmação e nomeia os bens materiais como objetos representativos de superioridade. A busca para amealhar bens e conquistar um trono para o assento da bunda desembesta: Fica estabelecido o objetivo humano. Num jogo com regras obscuras e prêmios questionáveis.

Negociando com Deus.

Na luta desenfreada e irracional de se tornar vencedor, o homem enfrenta na vida um inexorável inimigo chamado “destino”, do qual não faz ideia de como moldá-lo a sua vontade.
Nessa falta de rédeas e sensibilidade altruísta de se render a soberania da destinação da vida, novamente sai à caça de aliados e encontra na religião a promessa de uma vida melhor e mais ajustada a seus anseios egoístas, onde tem na fé, seu maior trunfo.
A fé se torna uma força interior capaz de “remover montanhas”, e nesta crença confundida com a ótica humana de saber o que lhe é melhor, torna a vida um campo de ideologias individualizadas onde não existem acordos nem aceitação de viver em sintonia com a vida universal. O que o outro pensa, deseja e precisa me oprime, devo desconsiderar sua existência por minha moral construída em cima das minhas ilusões, pois o mundo precisa satisfazer a minha vontade, mesmo que ela seja regida pela minha visão mesquinha de convivência.
A fé que começo a construir a partir deste raciocínio, descredencia Deus de ser a causa primaria de todas as coisas e dá a ele a impotência diante de tudo. Um mero observador que senta num trono e fica torcendo pelas conquistas que almejamos. Uma imagem dantesca onde imperaria o maniqueísmo e o acaso.
Desta forma eu aceito a ideia do diabo como o outro que não aceita as normas de moralidade e ética que eu creio como reais. O Deus que eu construo luta por mim, enquanto o diabo luta pelo outro (“o inferno são os outros” – Jean Paul Sartre), Neste ambiente se ergue a religião, onde busco adeptos a minha crença.
A religião é o instrumento de descontentamento com a realidade. A terra prometida de ilusões humanas, Não se trata de Deus. Segue assim, um mapa comportamental (cartilha do medo), para aquisição de um objetivo insubstancial.
Antes, uma fuga do momento imediato para um futuro que nunca se apresenta por não existir como manifesto. O futuro nunca está a nossa disposição como experimentação ou usufruto, em verdade é um engodo que nos entregamos por não sabermos lidar com o momento único da existência: O agora.

A verdadeira fé.

Aquele que tem a aceitação no que acontece e age com complacência com o destino, tem a fé em sua verdadeira essência, não se pode confundir com um comportamento omisso diante dos acontecimentos. Não é disso que se trata! Fé em Deus é entrega total na oportunidade de viver, é submissão às leis da natureza e existência. É um exercício de atuação na idealização divina e amorosa, na qual, a nossa adaptação e representação se tornam intimamente qualificada para novos papeis na criação. Papeis que vão se tornando mais complexos e mais desafiantes, conforme a superação. Esta é a conquista real, o reino dos céus, a evolução espiritual, o samadhi, o nirvana, a consciência cósmica, etc…
Ter uma vida, completamente desgraçada é um papel que sua verdadeira essência se propõe a atuar(Deus não joga dados e não erra). Pedir a Deus que mude seu papel através da fé é fazer a inútil tentativa de ir contra a sua verdadeira natureza e suas habilidades, contra aquilo que se é mais apto a realizar no teatro da existência.
Infelizmente a maioria irá pensar que isto é uma tremenda idiotice, assim como eu já pensei, mas com o passar do tempo e essa ideia batendo na cabeça, vivenciando cada dia com esta verdade, fui me tornando muito mais livre e muito mais feliz. Aprendendo a ter fé na vida sem me ocupar em me revoltar com o destino e não medindo forças com Deus e as circunstancias da vida. Apenas deixando o amor tomar conta do meu ser, num gesto grandioso de humildade e respeito por Deus, suas regras e seus planos de criador.

 

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A ameaça dos urubus

Naquela mesa da calçada, como eles faziam sempre as sextas, Mauro e mais dois colegas de trabalho tomavam sua cervejinha ao final do expediente de trabalho, no mesmo bar de sempre. Naquele dia, porém, notaram a presença de um urubu que os rodeava, vinha ao chão, voava até o telhado e plainava ao redor, como se tivesse de olho em algum resto de comida.
Tentaram espantar o bicho por várias vezes, mas era sempre inútil, voltava a ficar próximo deles. Chamaram o dono do bar e pediram uma explicação para aquele acontecimento estranho. O senhor anda tratando este urubu com restos de alimentos? Perguntou um dos colegas- Não senhor! É a primeira vez que eu vejo este animal por aqui. Respondeu. Após pagarem a conta e fazerem diversas piadas com o ocorrido, foram cada um para seu lado.
Mauro descia a rua rumo ao metrô quando teve a impressão de ser seguido, olhou para trás e viu o pássaro negro a rodeá-lo. Achou engraçado e se lembrou das piadas com os amigos. Após vários passos largos e uma corridinha, olhou novamente para trás e viu os olhos fixos do carniceiro dirigindo-se a ele.
Sentiu um friozinho na espinha, como se fosse ameaçado, mas caindo em si pensou: Agora dei pra ter medo de urubu? era só o que me faltava! Entrou na estação central e pegou o trem, rumo a sua casa, ria sozinho sentado ao lado de outros passageiros lembrando-se do urubu.
A noite em sua casa, após o jantar, sentou-se no sofá e passeava com o controle da televisão, quando sua mulher, puxando assunto, indagou sobre o seu dia.
-Você não acredita que um urubu ficou rodeando nossa mesa no bar e me seguiu a até a estação do metrô hoje! Acredita?
– Vai ver você esta morrendo e ele esta esperando o corpo cair e apodrecer por ai, para ele se alimentar. Ria debochadamente.
-Engraçadinha! Como ele sabe se eu vou morrer. Ainda mais, ser esquecido por ai e apodrecer? Resmungou.
-Não sei, mas eles desconfiam, é o seu instinto. Voltou a rir.
Uma semana se passou, novamente eles estão sentados na mesma mesa daquele bar, o urubu começa a sobrevoar o lugar, em poucos minutos, começam a aparecer outros pássaros iguais, parecem estar com raiva, começam a buzinar e olhar fixos para Mauro, desta vez os colegas ignoram as piadas, resolvem ir embora, pagam a conta e sai cada um para o seu lado, nada dizem um ao outro, parecem assustados. Mauro começa a se preocupar, os urubus começam a se multiplicar, sobrevoam pelo seu caminho, fazem voos rasantes, olham fixos para os seus olhos, parecem emitir raiva, os olhos de alguns parecem vermelhos, os olhos de outros parecem famintos, Mauro corre, desta vez, desesperadamente, entra na estação do metrô, seu coração esta acelerado, seu fôlego começa a faltar, senta e descansa , olha pela vidraça, vê alguns se debaterem no vidro das janelas da estação e de repente somem pelo céu que escurecia. Entra no trem, senta na poltrona, pálido,
começa a tremer, anda de um vagão ao outro, não consegue se acalmar, os passageiros notam a aflição, uma senhora começa a falar em nome de Jesus algumas palavras, ele se irrita, corre entre os vagões, desce uma estação antes de casa, sai correndo pelas ruas, chega a sua casa, pega umas roupas e começa a fazer uma mala, sua mulher assustada pergunta o que esta acontecendo, Ele diz: São os urubus! Eles querem me pegar, preciso fugir.
Anita, a sua mulher, pega o telefone, liga para sua sogra, conta o ocorrido, faz umas perguntas, desliga e volta a fazer outra ligação, desta vez para o farmacêutico, pede conselho, pergunta se existe algum tipo de remédio para acalmá-lo, desliga e vai até a porta, abre e olha para o céu, nada vê. Vai para o fogão, põe agua para ferver para fazer um chá de camomila com maracujá.
Mauro enche um copo de conhaque, toma, enche outro, engole, enche mais um, receia, mas toma. Vai até as janelas olha para o céu, grita como um lunático, Cadê vocês seus filhos duma puta! Apareçam, seus desgraçados, vou matar um a um! Senta no sofá, começa a chorar e rir ao mesmo tempo. Anita chega com o chá, senta ao seu lado, nunca tinha visto Mauro naquele estado, tenta conversar.
-Fica calmo Amor! Toma esse chá, vai passar… Ela apoia a sua cabeça sobre os seus ombros, conta sobre o seu dia, sobre o filho, sobre a vizinha, tenta puxar assunto, tenta entretê-lo com outros pensamentos. Mauro vai se acalmando, acalmando… Até que relaxa e cochila no colo da mulher. Durante o domingo, Anita, conversa bastante com ele sobre o ocorrido, dá o endereço de uma amiga que se formou psiquiatra e que ia fazer um
preço mais camarada, depois de falar com ela ao telefone e ouvir dela o alivio que bastaria um simples remédio pra ele parar com esta loucura. Mauro se diz propenso a visita-la, resolvem esquecer o assunto e falar dos planos para o mês seguinte, que seria férias. O fim de semana passa…
Novamente é sexta feira, nenhum dos colegas de trabalho toca no assunto, não vão ao bar, vão direto para casa. Mauro pega um táxi, não vai de metrô. Passa na padaria perto de casa, toma uma cervejinha, compra pão e frios para o lanche, desce a rua calmamente,refeito do susto da semana passada, tomando um comprimido de revotril ao dia.
Gira o trinco da porta, entra, vai até a cozinha, põe os frios na geladeira, abre uma cervejinha, senta no sofá, liga a tv, procura por um canal de esporte, aliviado, esboça um sorriso e se sente seguro no conforto do seu lar.Meia hora depois, sente falta da mulher e do filho, não ouve barulho nenhum dentro de casa, Não estão em casa, deduz! Começa ligar para o celular dela, ouve o aparelho tocar debaixo da almofada, imagina que devam estar na vizinha! Vai até lá, toca a campainha, pergunta por eles, não estão, fica preocupado.
Volta para casa, anda pelos cômodos, vê peças de roupas espalhadas sobre a cama, não encontra a mala em cima do guarda roupa, vai até o quarto do filho, não encontra o pôster pendurado do Batman, se desespera. Vai até a cozinha, encontra um bilhete escrito: Eles voltaram, fuja!

 

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Crianças mimadas

1185871_619527541424757_2063883708_nVocê é eternamente responsável pelo que cativa.
A. S. Exupéry (autor de O Pequeno Príncipe)

Durante algum tempo eu fui adepto a esta frase e até achei que sim, que era minha, a responsabilidade das loucuras e ilusões dos outros por causa das minhas ações.
Felizmente, isso faz parte do passado, não penso mais assim e previno a quem lê este artigo a também se livrar disso imediatamente.
Essa frase é até bonitinha, mas totalmente, ordinária. Ela responsabiliza (culpa) nosso comportamento e a forma humana de viver, como se fosse crime ser o que naturalmente somos e deixar de ser a expectativa infantil que os outros desejam que fossemos. É mais uma má interpretação cega da mente humana, que tem esta mania infeliz, de julgar tudo e todos, mas não é julgada por nada, nem mesmo pelas atrocidades que faz para nos distanciar, cada dia mais, da nossa verdadeira natureza divina.
Somos responsáveis por nós mesmos, que mais?! O outro é só um instrumento do nosso exercício diário, aquele que vai mostrar nossos defeitos e os limites que devemos vencer. (se quisermos…)
Essa frase quer culpar o outro se ele não nos agrada, pois ele deve sempre apoiar a ilusão de sermos eternamente a mesma merda. Pobres crianças mimadas, nós somos! Que evolução do caralho é essa?!
Esta frase é muito boa para as crianças que estão em fase de aprendizado e ainda não conseguiram ver em si mesmo a possibilidade de superar os obstáculos que a vida irá lhes dar e exigir que se faça alguma coisa por si mesmo, simplesmente para ativar sua capacidade de superação.
O único instrumento que a vida tem, para este desígnio, é o convívio humano. Ninguém é uma ilha e vive neste mundo para ser preservado das dificuldades que viver traz em si. Se este fosse o caso, seria melhor ter ficado no pinto do teu pai para não poder culpar (responsabilizar) “o outro” pelas paixões que é preciso experimentar enquanto se vive.
Pare de chorar e de atribuir ao seu próximo, o dever dele te fazer feliz, essa responsabilidade será sempre sua. Aprenda a amá-lo de verdade, não de mentirinha. Aceitando-o como ele é e não tentando transformá-lo em um objeto particular do seu egoísmo.

Acorda, ser humano!