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Dentro da gente

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Tem certas palavras
que saem da boca da gente
que não sabemos
de onde vem,
só quem sabe
é a musica que toca,
que dança,
dentro da gente.

Tem vezes que a gente
parece um poema, fica doendo,
de repente explode, lá de dentro,
se desmancha
numa folha de papel
e depois revela o que existe,
o que pulsa,
dentro da gente.

Tem pessoas que entram
na vida da gente,
e não entendem por que,
nem sabem o que fazem lá dentro.
Só quem sabe é quem sente
a alegria que preenche,
que fica,
dentro da gente.

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Publicado por em 08/09/2013 em incentivo, POESIA

 

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Chamada para um novo tempo

554699_483223105077956_2118000614_nChamem então o céu e o inferno,
a vida e a morte.
Chamem também, portanto,
tudo que é real e tudo que é irreal.
Chamem o amor,
e não esqueçam o ódio,
porque também é preciso,
pois, apenas passa por momentos difíceis,
esta errando e precisa acordar.
Chamem a beleza, sem mais palavras,
e junto, a feiura, lado a lado,
sempre mal compreendida.

Chamem a lucidez, a sobriedade,
os sensatos e a sustentabilidade,
aproveitem chamem seus contrapontos,
a ignorância, o entorpecimento,
os insensatos e o desperdício,
todos esses que se sacrificam
para ajudar os indecisos a escolher
e compreender o que é viver
em seus melhores e piores momentos
de alegria e de tristeza.

Decididamente chamem tudo
que pode ser certo
e tudo que pode ser errado,
chamem assim…
também o que ainda é nada.
Chamem todos os cidadãos do mundo
e não esqueçam de chamar carinhosamente
os judeus, os negros, os índios, os anciões,
as mulheres, os desvalidos, os inúteis,
marginais, famintos, os excluídos…
podem chamar também os brancos,
os ricos, os belos e saudáveis
…que ainda sofrem
e todos que se empenharam
em ter coragem nas suas vidas miseráveis

Chamem-me e chame-se,
Que venha tudo
Que arde e vibra
Que é profano ou sagrado
Que é doente, que rasteja, que dilacera
Que é forte, audaz, destemido
Que não tem remédio, nem raiz
Que foi vencido, subjugado, ameaçado
Chamem Deus, ele também pode
Chamem a consciência perdida de si

Unimo-nos e vamos todos,
porque chegou enfim o tempo,
sem mais delongas e demora,
o começo de um novo tempo
onde deixaremos para trás
a navalha da separação e
a existência estúpida de um Eu.
E seremos todos Um em realidade

 

Em parceria com José Expedito dos Santos

 

 
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Publicado por em 01/03/2013 em incentivo, POESIA

 

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