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Cirandas

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Eu vou partir
na canção dos galhos e do vento.
Deixarei os meus sentidos
dançarem ao firmamento.

A tarde vai se deitando, ela me nina.
Os meninos soltam pipas, parece poesia.
Vejo formas e pessoas como cirandas,
passeando dentro dos meus olhos.

As gavetas vazias de emoções,
ainda cheia de memórias,
guardam a incerteza das minhas mãos
escolhendo calcinhas e perfumes.

Os rabiscos das paredes,
(com seus segredos indecifráveis),
revelam paixões proibidas da meninice
que se tornaram inofensivas pelo tempo.

Ouço com paciência,
o barulho das pessoas e seus passos,
criando necessidades que já perdi,
jogados aos trajetos que caminhei.

As folhas das arvores caem saltitantes no outono,
vagueio entre os cômodos e pássaros nas janelas,
ensaio passos frágeis na varanda e me canso,
meus sonhos querem descansar.
Talvez… Já seja hora de partir.

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Acordes que eu tinha

negras lindas

Fui condenado a te amar
naquele olhar,
meu crime foi não saber
ver o mundo fora de você,
não aceitar acordar
sem te ver ao meu lado
e mesmo assim, continuar.

Fui destinado a viver,
naquele adeus,
determinado a tentar te esquecer,
ser metade fora de você,
e refazer minha estrada
sem saber que nada eu faria sem ti.

Fui sentenciado a morrer,
tentando me salvar.
neste apartamento despedaçado…
Sem vida e sem você.

Muitas vezes eu chorei e pensei ter sido rude,
tantas vezes eu tentei dizer como te amei,
(mas eu não pude).
Eu não tenho outra canção, você levou de mim
os acordes que eu tinha, a voz que cantava
e os versos que se perderam
sem serem cantados e não saberem
o quanto valem
mas só os que amam
e os loucos sabem.

 
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Publicado por em 07/09/2013 em desilusão, POESIA

 

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