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Humildes versos

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Navego rumo nada,
no teu mar,
amargo e árduo
meu esboço inacabado
e uma navalha como jugo.

A teus pés eu entreguei
meus humildes versos,
Em tuas mãos eu revelei
meu universo
como um destino incerto
que por caminhos desertos
procuravam por ti.

Ah! Não fosse
essa febre que pulsa
nos meus olhos
(de fêmea e cio).
Essa saliva,
que me devora,
neste teu cheiro que me droga
(e me vicio).

Ah! Não fosse
esse meu coração
que é tão frágil e só,
eu não temeria
o risco de naufragar,
morrer sem saber velejar
viver sem ter
podido te amar.

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Anáguas

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Esse homem é meu mal,
já me deixou pelas vielas.
Ele vagabunda pelas ruas,
some a noite e me falta.
Ele carece de lucidez,
é meu bem, meu algoz,
minha estupidez,
minha silhueta triste.
Ele me esvazia, me dilui,
vive de mim, da minha sina,
se cala quando eu surto,
me ingere quando uivo.
Ele me veste com anáguas,
remenda minhas falas, meu medo,
me aquece com zelo e mágoa,
por eu saber o seu segredo
Eu lhe sirvo, canto nua.
cuido da sua ferida quando ferve.
Ele me sua, me come crua,
por eu curar a sua febre.
 
 

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