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Os cafajestes

BLOG 054

Quero os cafajestes, barba por fazer, cara de safados que não fazem questão de dizer sequer o nome. Odeio os românticos, que gastam a lábia tentando provar que não querem foder logo na primeira noite.
Dia desses, escolhendo a porra de um sanduíche na hora do almoço, esbarrei meu professor de química, um gato, caralho! Como é mesmo o nome dele?!!, sei lá, que se foda,-esqueci. Comecei a sorrir e logo dei um beijinho no rosto, Paulinha, 3ºC, você se lembra de mim? Fui logo me oferecendo, caralho, parecia galinha mesmo! Papo vem papo vai, sentamos e almoçamos juntos. Trocamos números de telefones e logo fomos embora.

Aos domingos eu fico empoleirada no sofá, adoro! Domingo é dia de descanso, não me chamem pra porra nenhuma, fico o dia todo de pijama, descabelada, com meu i-phone grudado na orelha, uma panela de brigadeiro no fogão, que visito regularmente durante o dia.
Não é que o filho da puta me ligou no domingo! Putz, esse vale a pena, pensei. Mas, barzinho na vila com uns amigos dele, tô fora! Dispensei contrariada, porra, meu! O homem tem que ser mais criativo, aposto que ficam discutindo as combinações químicas das bebidas que tomam enquanto beliscam bolinhos de carne seca, porra, meu cu! Não rola.
Resolvi mostrar como é que se faz, fui na porta do colégio, e esperei ele sair, era segunda feira e estava uma puta chuva, deixei meu carro num estacionamento próximo e fiquei em frente ao portão, com uma carinha de quem precisava resolver uma equação. Fiquei sob a marquise da entrada da escola e cara de pidona.
Uma hora depois, estávamos rodando sem destino pela cidade. Meu!, esse cara é um tesão!!, deu vontade de pegar no pau dele dentro do carro mesmo, mas ele estava muito atrapalhado, não estava entendendo nada. Eu percebi pelas musicas que ele escutava no carro. Cara decidido que sabe o que quer não fica mostrando o novo som de uma banda mineira, porra meu cu! vá se fuder! Pluguei meu pen drive e começamos a navegar pelo meu universo, percebi que ele estava curtindo, o transito não ajudava naquela hora da noite, meu celular não parava de tocar, esses viados não me deixam em paz mesmo! Acho que eu dou pra qualquer um? Escolho minha caça, só dou se rolar tesão.
Estou a fim de meter com você, falei descaradamente. Poucos minutos depois, eu já estava engolindo o seu pau, enquanto ele me levava pra casa dele, tentando dirigir com as mãos enfiada na minha calcinha.
Sou puta sim! Mas cá pra nós, sobre os lençóis: O cara é fraco, nada a ver! Sou muito mais, o meu marido.

 
 

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Casamento funcional

0916

-Me passe o azeite, disse ele.
-Comprei um daqueles que é trufado, quer experimentar? Disse ela.
-Acho que não, pega o de sempre, amor!
-Gostou do aspargo? Tem tempero novo.
-Está ótimo, quando entregaram? Parece tão fresco!
-Ontem à tarde, eu estava chegando da academia.
-Por falar em academia, você tá dando pra aquele André ainda?
-Não, ele arranjou uma namoradinha nova.
-Sério! te deixou de lado, que filho da puta!
-Não queria mais, mesmo! Já estava de saco cheio de ter que ficar trepando de manhã cedo. Chegava atrasada pra pegar o Marcelinho na escola. E o diretor ficava me olhando com rabo de olho, como quem diz, que mãe mais irresponsável! Toma no cu dele, cuzão do caralho, vai cuidar da vida dele!…Me passa o arroz, amor!
-Puxa que cara trouxa! Cadê o Marcelinho, falando nisso? Perguntou lhe dando a travessa de arroz integral.
-Ele esta na casa de um amigo, eles estão com um trabalho pra entregar esta semana na escola.
-É o namorado dele?
-Não! Eles terminaram já faz tempo.
-Puxa, sou sempre o ultimo á saber. Ele sofreu? Preciso falar com ele pra ele me contar como aconteceu. Ele só conta estas coisas pra você. Parece até que não confia no pai.
-Calma, meu amor. Eu estou com ele todos os dias, você precisa cuidar de outras coisas. Por isso ele tem dificuldade de conversar com você, acha que vai te incomodar. Só isso!
-Fala pra ele, que eu o amo muito, que estou sempre pensando nele.
-Relaxa, amor! Ele sabe que você é um bom pai. Mudando de assunto… O sindico veio fazer fofoca de você pra mim de novo. Ele te viu com a Nívea, dentro do carro, quando ela estava chupando seu pau.
Jogou o talher em cima da mesa, irritado.
-Aquele desgraçado, não tem mais o que fazer, não? Fica na garagem espiando o que eu estou fazendo, vou aplicar um corretivo nele, deixa ele comigo!
-Calma, amor! Só falei pra você tomar mais cuidado.
-Avisa aquele chifrudo, pra cuidar da vida dele. Eu ando meio sem paciência ultimamente. E você sabe disto! É para o próprio bem dele.
-Eu vi no jornal o que você andou fazendo, cuidado, amor!
-Fica tranquila, esta tudo sobre controle, logo vão esquecer, e o meu nome esta em sigilo, não existe nenhuma ligação comigo, fiz tudo certo como sempre.
-Você sabe o que faz, confio em você… Enche meu copo de vinho, por favor.
Um longo silêncio na sala de jantar tomou conta do ambiente, houve apenas pequenos risos de ambos, direcionados ao celular trocando mensagens.

Após a sobremesa, foram ao jardim, preservando um hábito de anos de convivência em comum, viam as flores novas, as plantas que tinham morrido recentemente e as que estavam nascendo. Era uma espécie de compromisso que tinham desde os primeiros anos de casamento.
-Neste fim de semana, vou viajar para Angra com nossos amigos. Disse ele.
-Ah Amor!! Me deixa ir também, vai ter festinha na casa do Miro?
-É claro que vai, ele já armou tudo, acho que vai ter até umas meninas da Argentina, ele garantiu que tem virgem desta vez. Mas é proibido levar a mulher ou amantes. Vai ser um encontro de lobos solitários.
-Ah que pena! Queria tanto ir de novo.
-Você já esqueceu a dor no cu, que teve durante uma semana, da ultima vez que foi comigo?!
-Não esqueci não, amor, nosso médico até ficou preocupado com o tamanho do estrago. Mas da próxima vez eu vou me controlar. Prometi a mim mesmo.
-Você é mesmo uma Puta, não é, meu amor? Não pode ver um negrão de rola grande.
-Eu não sabia que era tão grande, até entrar tudo na minha bunda. Puta que pariu, que negão gostoso!
-Numa outra vez, você vai, eu prometo. Mas você vai ter que se conter, tá?
-Tá bom, amor, eu prometo.

Eles saíram do jardim indo aos aposentos, já estava um pouco tarde, e estavam com um semblante de cansados após um dia longo de tarefas. Eles não tinham segredos, apenas sabiam como lidar com as indiferenças, quando havia alguma. Ela se afastou um pouco dele para atender ao celular e pode-se ouvir apenas uma voz alegre e surpresa: Viva!
Ele tirou a carteira do bolso e colocou-o próximo a escrivaninha, como sempre. Pegou celular e digitou apenas uma palavra em uma mensagem: Mate!

 

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