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Coisas que aprendi

coisas que aprendi

Vejo sóbrio, os bêbados que fui.
Nas calçadas que andei em tropeços.
Em busca de coisas que desconhecia doer
e que nunca pude encontrar

Vejo os pássaros que fui,
parecendo correria de meninos
em trajetos desfigurados e ao vento.
Coisas que aprendi quando apedrejado.

Vejo moradas dentro de mim
que nunca me hospedaram.
Viagens que não fiz. Coisas que desisti,
tendo os pés plantados ao chão.

Vejo os meus olhos no espelho
e outros seres que me habitam,
refletindo os desafios que insistem
em fazer as pazes com o destino

Ah! O destino. Descobri que perdi os girassóis,
procurando nas coisas destruídas em mim,
mas o sol se reergue toda manhã e me convida
a juntar meus pedaços e seguir.

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1 Comentário

Publicado por em 08/09/2013 em incentivo, POESIA

 

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Chamada para um novo tempo

554699_483223105077956_2118000614_nChamem então o céu e o inferno,
a vida e a morte.
Chamem também, portanto,
tudo que é real e tudo que é irreal.
Chamem o amor,
e não esqueçam o ódio,
porque também é preciso,
pois, apenas passa por momentos difíceis,
esta errando e precisa acordar.
Chamem a beleza, sem mais palavras,
e junto, a feiura, lado a lado,
sempre mal compreendida.

Chamem a lucidez, a sobriedade,
os sensatos e a sustentabilidade,
aproveitem chamem seus contrapontos,
a ignorância, o entorpecimento,
os insensatos e o desperdício,
todos esses que se sacrificam
para ajudar os indecisos a escolher
e compreender o que é viver
em seus melhores e piores momentos
de alegria e de tristeza.

Decididamente chamem tudo
que pode ser certo
e tudo que pode ser errado,
chamem assim…
também o que ainda é nada.
Chamem todos os cidadãos do mundo
e não esqueçam de chamar carinhosamente
os judeus, os negros, os índios, os anciões,
as mulheres, os desvalidos, os inúteis,
marginais, famintos, os excluídos…
podem chamar também os brancos,
os ricos, os belos e saudáveis
…que ainda sofrem
e todos que se empenharam
em ter coragem nas suas vidas miseráveis

Chamem-me e chame-se,
Que venha tudo
Que arde e vibra
Que é profano ou sagrado
Que é doente, que rasteja, que dilacera
Que é forte, audaz, destemido
Que não tem remédio, nem raiz
Que foi vencido, subjugado, ameaçado
Chamem Deus, ele também pode
Chamem a consciência perdida de si

Unimo-nos e vamos todos,
porque chegou enfim o tempo,
sem mais delongas e demora,
o começo de um novo tempo
onde deixaremos para trás
a navalha da separação e
a existência estúpida de um Eu.
E seremos todos Um em realidade

 

Em parceria com José Expedito dos Santos

 

 
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Publicado por em 01/03/2013 em incentivo, POESIA

 

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