RSS

Arquivo de etiquetas: poemas de marcos tavares

Nos teus braços

€Nos teus braços

Nos teus braços me esqueço,
perco meu endereço,
a fome, o rumo, a sede,
o motivo sabe lá de que!

Nada parece me ferir
nem saber por quê
pude já sorrir
sem estar com você

Nos teus braços me aqueço
penso sei lá o que!
nada me vem a cabeça
que não seja
abraçar você.

Nos teus braços sou festa,
dá vontade de viver,
tenho confiança pra entregar,
tudo que ainda me resta

Nos teus braços viro criança
esqueço os motivos que chorei,
fico sem saber por quê
foi preciso viver,
até encontrar você

Anúncios
 
5 Comentários

Publicado por em 02/05/2014 em POESIA, sobre o amor

 

Etiquetas: , , , , ,

Braços de vento

Tudo que pertence ao tempo:540296_130199423778499_706613143_n
vai passar,
…só não vai
O que o vê passar.

Não pertenço a ele,
vejo-o se desmanchar,
não sou um corpo que sente,
nem uma mente que se inventa,
sou a viagem que lamento,
que tento controlar.

Viajo sem saber,
os caminhos que virão
vejo-me viver e passar,
até que ele possa me mostrar
-onde devo morrer.

Ele não tem assento,
nem onde descansar.
partirei com ele,
em seu acalanto,
conhecerei os seus segredos
carregado em seus braços de vento.

 

 
 

Etiquetas: , , ,

Um grito dentro da alma

paty

Eu vou aprendendo com o chão
que por mais que eu lute,
não estou aqui pra conquistar
aquilo que não pertence a mim.
Por isso ás vezes
me rendo.

Eu vou desenhando meus sonhos,
moldando meus braços
e encorajando minhas pernas,
naquilo que me faz mais forte.
Por isso ás vezes,
eu venço.

Estou aqui para encontrar
o que faz meu coração vibrar
e que por mais que eu
pense em desistir
tem sempre um grito dentro da alma
que me encoraja a continuar.
Por isso que não sei desistir,
nem deixar de lutar.

 
2 Comentários

Publicado por em 15/09/2013 em incentivo, POESIA

 

Etiquetas: , , , , ,

Minha morada

minha morada

Fecho os olhos e penso
que posso me esconder,
que meus olhos podem escolher
pra onde eu quero olhar
e acredito poder procurar
destinos pra seguir.

Tranco a porta e sinto
que tenho onde habitar,
que em minha morada
as grades irão me conter
e acredito poder ficar
seguro sem me ferir.

Ando pelo mundo
querendo ter
o que não deveria carregar
e vou acreditando me faltar
o que seria inútil conseguir
e que nunca poderia levar

Abro os olhos e penso
que não me iludo ao tomar
os teus olhos como os meus
como se os meus,
já não fossem os teus.
Como se o chão que tento domar
não fosse um dia, me hospedar.

 
 

Etiquetas: , , , , ,

Rimas Aflitas

foto blog

O escurecer da noite
dando heresias
nos sonhos,
bicas revelando
restos de chuva.
Avesso à vida,
eu retalho fotografias.

Vontade de explodir em silabas,
de criar linguagens passageiras.

Vontade de adormecer
em seus olhos ingênuos, serenos, distantes…

O desespero da noite
sendo trampolim
ao desconhecido,
o coração é quem dita,
cartas de amor
com rimas aflitas.

Se eu pudesse decidir
o meu atenuante,
eu me arrancava de ti
sem requerer partilha.

Se eu pudesse, por um instante
amar alguém novamente
esse alguém seria você,
…sempre serei seu
completamente.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 07/09/2013 em desilusão, POESIA

 

Etiquetas: , , , , , , , ,

Além do meu pranto

shutterstock_21360565 u

Pra te esquecer, eu…
e esta madrugada aflita
neste momento imenso
que é tanto,
nesta lonjura de tudo
que é vida
e que tira
das estrelas
seu encanto,
eu me juntei
em vísceras e caminhei.
Incerto ainda, de não ter
nas mãos o que ofertar
além do meu pranto.

Vida que trafego insone
dos seus sonhos
e deste amor
que hoje é vândalo
e que lateja
nesta estrada sem ti
que ficou pra seguir
e sentir esta dor
que ainda é tanta.

 
2 Comentários

Publicado por em 24/02/2013 em POESIA, solidão

 

Etiquetas: , , , , , ,