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Arquivo de etiquetas: poesia de reflexão

Silêncio

silêncio

Não sei o que sou,
só sei que não sou
o que eu sei…
que me nega.

Nunca pensei ser
coisa que anda,
nem coisa que geme,
que me cega.

Já pensei ser,
as causas do caminho
eu que sou estradas,
que se perdem.

Habito à tarde,
a mente me leva,
mas mente que me vela
no meu silêncio arde.

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1 Comentário

Publicado por em 01/10/2013 em espiritualidade, POESIA

 

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Dono

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Dei um dono a cada coisa,
um nome a cada dono,
um destino a cada gesto,
e a tarde ficou cheia de sentidos.

Dei sentido a cada dia,
um nexo a cada passo
pus sal em cada prato
e comi na fome dos desesperados

Dei sexo a cada silaba,
e as reproduzi
curativo em cada ferida,
e as estanquei

Tanta lágrima de alegria
depois surgiu…
que encheu a vida
de enxurradas.

 
 

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Cirandas

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Eu vou partir
na canção dos galhos e do vento.
Deixarei os meus sentidos
dançarem ao firmamento.

A tarde vai se deitando, ela me nina.
Os meninos soltam pipas, parece poesia.
Vejo formas e pessoas como cirandas,
passeando dentro dos meus olhos.

As gavetas vazias de emoções,
ainda cheia de memórias,
guardam a incerteza das minhas mãos
escolhendo calcinhas e perfumes.

Os rabiscos das paredes,
(com seus segredos indecifráveis),
revelam paixões proibidas da meninice
que se tornaram inofensivas pelo tempo.

Ouço com paciência,
o barulho das pessoas e seus passos,
criando necessidades que já perdi,
jogados aos trajetos que caminhei.

As folhas das arvores caem saltitantes no outono,
vagueio entre os cômodos e pássaros nas janelas,
ensaio passos frágeis na varanda e me canso,
meus sonhos querem descansar.
Talvez… Já seja hora de partir.

 
 

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A verdade não pode ser dita

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Esconda as verdadeiras escrituras
a verdade não pode ser dita,
mantenha o medo e a culpa,
deixe lobos e ratos entre eles.

Mandem rezar, ajoelhar, jejuar…
depois, definhar,
osso por osso,
dia após dia,
cada gota de sangue que escorrer
façam chorar.

Deixem se iludir,
se embriagar,
imaginar terem poder,
achar que devem sonhar,
pensar que podem querer,
depois deixe-os morrer
um a um
-acidentalmente.

Detenha nas grades
os loucos,
os que não sabem
guardar segredos;
retire do ventre
os que conhecem o vento
e podem voar;
Depois, enterrem as palavras,
(sílaba por sílaba)
da linguagem suspeita
que restar.

 
 

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