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Chove dentro de mim

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No meu delírio desmedido,
tem comprimidos pelo chão,
febre repentina,
-cansaço de viver.

Tem termômetros na gaveta,
vontade de esquecer alguém,
que me esqueceu aqui
quando partiu.

Tem sonhos pueris,
risos oprimidos,
buracos na alma
por me faltar alguém
que me fazia feliz.

Falta lucidez pra continuar,
poder me reinventar.
Deixar de sofrer assim,
tentar esquecer
o quanto ainda chove
dentro de mim

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Publicado por em 20/11/2013 em POESIA, versos tristes

 

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Digitais

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Faltou algo pra falar,
eu só vi quando ruía,
suas palavras foram frias,
nem pensei que fossem tuas.

Eu não vi os teus sinais,
hesitei quando sonhava,
nos meus olhos procurei,
os caminhos que eu já não tinha.

Vai doer quando eu lembrar,
não saberei porque lutei,
não direi o que perdi,
deixarei apenas digitais.

Faltou algo pra doer,
enfrentarei quando vier,
vou lutar como puder,
saberei se for pior.

 
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Publicado por em 08/09/2013 em desilusão, POESIA

 

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Parte de mim

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O que ficou nos olhos,
ficou também no vão
da garganta.
Ficou na penumbra
do nosso chão.
No limite do abismo,
na fala que eu já não tinha

Ficou espatifado
pelos cantos do coração
que ainda batia,
pelos poros, pelas sombras,
pela falta de razão de viver,
de existir ainda
algo de mim.

O que doeu no peito,
doeu também
nas portas das manhãs
(que ficaram frias),
entreabertas
pela decisão da vida,
de tirar você de mim,
de não saber
por onde recomeçar,
por você não ser mais
parte de mim.

Doeu o rude olhar de adeus,
que adiei assimilar,
tive medo de chorar
e me somar ao chão,
ser pedaços de algodão
misturado aos travesseiros.

Não pude,
me olhar sem ti
enfrentar o medo
de abrir a porta
e não ter ninguém.
e apenas ver
esse pedaço de mim,
que sobreviveu

 
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Publicado por em 08/09/2013 em desilusão, POESIA

 

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Acordes que eu tinha

negras lindas

Fui condenado a te amar
naquele olhar,
meu crime foi não saber
ver o mundo fora de você,
não aceitar acordar
sem te ver ao meu lado
e mesmo assim, continuar.

Fui destinado a viver,
naquele adeus,
determinado a tentar te esquecer,
ser metade fora de você,
e refazer minha estrada
sem saber que nada eu faria sem ti.

Fui sentenciado a morrer,
tentando me salvar.
neste apartamento despedaçado…
Sem vida e sem você.

Muitas vezes eu chorei e pensei ter sido rude,
tantas vezes eu tentei dizer como te amei,
(mas eu não pude).
Eu não tenho outra canção, você levou de mim
os acordes que eu tinha, a voz que cantava
e os versos que se perderam
sem serem cantados e não saberem
o quanto valem
mas só os que amam
e os loucos sabem.

 
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Publicado por em 07/09/2013 em desilusão, POESIA

 

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