RSS

Arquivo de etiquetas: poesias de marcos tavares

Olhar de despedida

Quando quis te procurar,        998099_794354770590567_650580296_n (1)
neste imenso território
que restou em mim
o seu olhar de despedida
fincou meus pés neste apartamento

Eu e minha alma sedenta de ti,
choramos nas rimas desta poesia
ouvindo os ecos das paredes
tocando as cortinas
com seu cheiro ainda.

Os caminhos que restaram seguir
Desmancharam-se em labirintos
Me vejo agora, num momento sem tempo
num lapso de um movimento extinto.

Perdi você pra sempre
recolhido em meus tormentos
fazendo desta dor um verso
no inverso deste deserto amor.

Anúncios
 
2 Comentários

Publicado por em 04/01/2014 em POESIA, versos tristes

 

Etiquetas: , , , , , , , ,

Onde tudo acontece

603970_449066515161328_1553230238_n

O barulho do pensamento
e o ruído dos carros
pedem insistentes que eu os assista.
Não me incomodam,
sou o silencio onde tudo vibra.

O medo da morte
e da vida selvagem,
estimulam-se em mim,
deixo-os vir, não me interessam,
sou o espaço onde nada permanece.

A ira de deus
e o perfume do diabo,
duelam em minha mente,
deixo-os habitarem em mim,
não me importo,
sou o tempo onde tudo acontece.

 
 

Etiquetas: , , , , ,

Vestir você

vestir voce

Já não sonho.
Essa vontade de te ver
me deixa insone.
Me pego me arranhando,
sem saber o que me resta,
tudo que eu tinha
era você.

Já não gosto do sol
da chuva no telhado,
nem das andorinhas das manhãs
na nossa janela.
Não ligo as luzes, as arandelas,
para escolher as nossas roupas
combinar seus sapatos,
-vestir você

Já não canto
não faço melodias
nem pinto aquarelas
com desenho dos teus olhos.
Não mais me encanto,
nada na vida é tanto,
pra ter motivo de sorrir,
-seguir sem você.

 
Deixe o seu comentário

Publicado por em 09/09/2013 em POESIA, solidão

 

Etiquetas: , , , ,

O seu castigo

chuva na janela (1)

Tenho desejo desse vinho
que você engole
em insensatez,
com tanta sede e impaciência,
com pressa de embriaguez
pra intimidar o meu silencio.

Tenho medo deste vicio
(que abuso).
Essa mania de gostar
dos calafrios das estradas
que não sabem pra onde vão
e podem me levar,
desfazer nossos caminhos
sem avisar.

Tenho marcas no corpo
das asperezas das tuas mãos
que me esfregam com raiva
em sofreguidão
por eu ser a sua morada
(sua gestação)
a única escolha
que te restou.

 
1 Comentário

Publicado por em 07/09/2013 em desilusão, POESIA

 

Etiquetas: , , , , , , , , ,